segunda-feira, 22 de julho de 2019

Cinema do Eu








Apresentação

Entender o contexto sócio-histórico em que vivemos atualmente passa por analisar como o Eu é concebido pelas narrativas de cunho autobiográfico. É nesse sentido que se torna cada vez mais desafiante pensar o excesso de relatos íntimos, o sentido relativo que assume a relação entre o público e o privado e o quanto o Eu condiciona-se por um sentido performático que embaralha a relação entre autor, narrados e personagem.


Muito antes do "fascínio suscitado pelo exibicionismo" (Sibilia, 2008, p. 263) mostrado hoje nas redes sociais, o cinema procurou pensar a questão do Eu através de autores e obras que buscaram no autorretrato, a criação de uma concepção poética. O Eu no audiovisual evidencia um ser plural, ao transitar desde a prática de registros caseiros, passando pela questão do amateur, assim como a criação de dispositivos que elaboram um processo de busca do autor sobre a sua própria trajetória e/ou de sua família. O cinema feito em primeira pessoas traz uma outra perspectiva para pensar o Eu, problematizando a forma como concebemos a representação cinematográfica.


Através de aulas expositivas, esse curso pretende mostrar como o entendimento sobre as narrativas de cunho autobiográfico também passam por conceber como o/a realizador(a) procura compreender a si próprio frente a sua condição sócio-histórica e a relação que estabelece com a linguagem cinematográfica.


Objetivos

O Curso CINEMA DO EU - FILMES EM PRIMEIRA PESSOA, de Rafael Valles, vai explorar obras e autores que são importantes para um entendimento sobre a questão do Eu no cinema/audiovisual. A proposta é analisar de que formas os autorretratos proporcionam uma outra visão sobre temas como identidade, memória e história. O curso buscará uma reflexão sobre como os suportes técnicos e a criação de dispositivos são fundamentais na construção narrativa das obras realizadas em primeira pessoa.
Conteúdos

Aula 1
- Autorretrato, autobiografia, autoficção: delimitações dos conceitos;
- Stan Brakhage: entre registros caseiros e cinema amateur;
- O filme-diário: Jonas Mekas, David Perlov;
- A construção do Eu na obra de Chantal Akerman e Boris Lehman.


Aula 2
- O vídeo, a performance e o autorretrato;
- A imagem que falta e a pós-memória: a relação identidade, memória e história;
- Filmes de busca: o dispositivo de criação;
- A construição do Eu em filmes de Robert Kramer, Albertina Carri, Rithy Panh, Joaquim Pinto, Petra Costa.


Ministrante: Rafael Valles
Docente, pesquisador, documentarista. Doutor em Comunicação Social pela PUCRS (2018). Realizou Doutorado Sanduíche (Bolsa PDSE - CAPES) na Facultad de Humanidades, Comunicación y Documentación, na Universidad Carlos III de Madrid (Espanha - 2017). Mestre em Cinema Documentário pela Fundación Universidad del Cine (FUC / Buenos Aires - 2011). Atualmente é professor nos cursos de Cinema / Audiovisual e Animação, na Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Autor de artigos acadêmicos relacionados aos estudos sobre o audiovisual, publicados em revistas como Devires (UFMG), Contracampo (UFF), Galáxia (PUCSP), E-Compós (Compós). Autor do Livro "Fotogramas de la memoria - Encuentros con José Martínes Suárez" ((Argentina, INCAA - ENERC, 2ed., 2018). Já realizou os cursos "O Que é Documentário?" (2013, 2014 e 2015), "Laboratório de Produção - Documentário" (2013) e "Filme-Ensaio: A Experiência do Cinema" (2016 e 2017).



Curso
Cinema do Eu:
Filmes em primeira pessoa
de Rafael Valles


Datas
17 e 18 de Agosto (sábado e domingo)

Horário
14h às 17h

Duração
2 encontros presenciais (6 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio Petrobras / Sala Décio Andriotti
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - 3º andar - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)

Investimento
- Pagamento p/ Cartão de crédito: R$ 95,00
- Pagamento p/ Depósito: R$ 90,00
***
Promoção: R$ 80,00
(Para as primeiras 10 inscrições - Valor Promocional Esgotado!)

Formas de pagamento
Depósito ou transferência bancária / Cartão de crédito (PagSeguro)

Material
Certificado de participação e Apostila

Informações
cineum@cineum.com.br  /  Fone: (51) 99320-2714





Realização
Cine UM Produtora Cultural - 10 Anos


Patrocínio
Bouquiniste Café & Livros

Apoio
Cinemateca Capitólio Petrobras


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Instruções para efetuar a inscrição

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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Melodrama em Três Tempos










Apresentação

O melodrama é um dos gêneros cinematográficos que perpassa gerações de cineastas com diversas abordagens e reconfigurações. Nos anos 40 ele foi ressignificado pelo alemão Douglas Sirk quando iniciou os trabalhos com estúdios norte-americanos. Cultuado a partir do final dos anos 60, quando a crítica cinematográfica faz uma reparação e visualiza nas obras do diretor uma influência brechtiana, assim como o grande teor de crítica social presente. Antes, os filmes de Sirk eram tidos apenas como entretenimento barato e superficial dedicado às donas de casa que buscavam dramalhões nas telonas.


Logo, concluiu-se que Sirk estava explorando questões sociais e intrínsecas da cultura norte-americana e tornou-se figura emblemática do cinema melodramático influenciando até hoje diversos cineastas. Um de seus grandes seguidores foi o alemão Rainer Werner Fassbinder nos anos 70 e nos anos 2000 o americano Todd Haynes englobou em seu cinema influências dos dois cineastas. O que pretende-se aqui é oferecer um recorte a respeito do melodrama a partir das obras desses três realizadores e as temáticas, as transformações que trouxeram para o gênero melodramático.


Assim, a partir das obras de Sirk podemos visualizar impactos e influências das obras do diretor nos trabalhos dos outros dois realizadores e como o melodrama se faz presente na filmografia dos cineastas tendo como centro desse desenvolvimento os filmes Tudo que o Céu Permite (Sirk, 1955), O Medo Devora a Alma (Fassbinder, 1974) e Longe do Paraíso (Haynes,2002). Levantando também questionamentos sobre o gênero, sua relevância e problematizações. Reverberam ainda os melodramas questões histórico-sociais? São os trabalhos de Sirk ainda atuais? Como o cinema de Fassbinder e Haynes comporta as citações ao cineasta? Quais outros influenciados direta e indiretamente pelos três cineastas?


Objetivos

O curso Melodrama em Três Tempos: Sirk, Fassbinder e Haynes, ministrado por Renato Cabral, pretende apresentar o panorama das obras dos três cineastas dentro do gênero melodramático, analisando tais feitos através de bibliografias estrangeiras e artigos nacionais que resgatam as obras e sua importância no cenário audiovisual. A ideia é ampliar as questões de linguagem e forma das produções para também questões temáticas que trazem destaque para um cinema por muitas vezes segmentado e que através dos três diretores encontrou formas de abrir uma reflexão sobre relacões sociais integrando em suas narrativas representatividades até mesmo de gênero, sexualidade e raça.


Conteúdos

Aula 1

Introdução
Melodrama no cinema


Primeiro Ato: Sirk
- O cinema melodramático norte-americano a partir de Douglas Sirk e suas subversões
- Imitação da Vida e Tudo que o Céu Permite - melodramas emblemáticos


Aula 2


Segundo Ato: Fassbinder
- Fassbinder, teatro e melodrama
- O Medo Devora a Alma - uma reconfiguração de Sirk
- Fassbinder e o seu cinema melodramático - obras essenciais


Terceiro Ato: Todd Haynes
- Mal do Século - doença, horror e melodrama
- Longe do Paraíso e Carol - homenagem a Sirk e aos melodramas dos anos 50
- Mildred Pierce - cinema, melodrama e TV 
Ministrante: Renato Cabral
Crítico de cinema e editor do site Calvero, é membro da ACCIRS (Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul), presidiu o júri da crítica do Festival de Gramado em 2018. É formado em Cinema e Animação pela UFPel e atualmente é mestrando em Estudos de Arte - especialização em Estudos Museológicos e Curatoriais pela Universidade do Porto (Portugal). Atua também como curador de mostras como Mostra Resgate do Cinema Brasileiro (2016-2017) em Pelotas, tendo desenvolvido trabalhos de cineclubismo durante sua graduação.



Curso
Melodrama em Três Tempos:
Sirk - Fassbinder - Haynes
de Renato Cabral


Datas
27 e 28 de Julho (sábado e domingo)

Horário
14h às 17h

Duração
2 encontros presenciais (6 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio Petrobras / Sala Décio Andriotti
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - 3º andar - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)

Investimento
- Pagamento p/ Cartão de crédito: R$ 95,00
- Pagamento p/ Depósito: R$ 90,00
***
Promoção: R$ 80,00
(Para as primeiras 10 inscrições c/ pagamento por depósito)

Formas de pagamento
Depósito ou transferência bancária / Cartão de crédito (PagSeguro)

Material
Certificado de participação e Apostila

Informações
cineum@cineum.com.br  /  Fone: (51) 99320-2714




Realização
Cine UM Produtora Cultural - 10 Anos


Patrocínio
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Apoio
Cinemateca Capitólio Petrobras



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