segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Cinema e Políticas de Estado

 




O Estado Nacional começou a participar definitivamente da produção cinematográfica brasileira nas décadas de 50 e 60. Antes disto, a participação oficial limitava-se a uma parca legislação, uma censura ferrenha, uma produção tendenciosa feita pelo DIP, à época do Estado Novo, e a atitudes idealistas, como a criação do Instituto Nacional de Cinema Educativo, o INCE, que se destinava a “promover e orientar a utilização da cinematografia especialmente como processo auxiliar do ensino, e ainda como meio de educação popular”.



Com a entrada dos militares no poder, em 64, e principalmente com a linha dura imposta a partir de 1968, a relação Cinema/Estado tomou um caráter cada vez mais estreito, com a instalação da censura e a criação da Embrafilme. Na redemocratização do país o cinema passou por várias fases, como a terra arrasada no Governo Collor e a Retomada a partir dos governos seguintes.

Objetivos

O Curso online CINEMA E POLÍTICAS DE ESTADO: DO INCE À ANCINE, ministrado por Flávia Seligman, vai abordar a participação dos diversos governos na legislação e no fomento ao Cinema Brasileiro, desde a Ditadura Vargas, com o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) e o Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE), até o surgimento da Agência Nacional de Cinema (ANCINE). O programa do curso tem base nas pesquisas de José Mário Ortiz Ramos, Anita Simis, Tunico Amâncio e Marcelo Ikeda, além dos mais de 30 anos de experiência em pesquisa e produção audiovisual da Cineasta e Professora Flávia Seligman.


Conteúdos

Aula 1

- A Ditadura Vargas e o Cinema: o DIP e o INCE

- O desenvolvimentismo dos anos 50 e o Cinema Novo

- O Golpe Militar, a Embrafilme e o INC

 

Aula 2

- A redemocratização e o Governo Collor

- A Retomada

- ANCINE, produção e mercado

Ministrante: Flávia Seligman

Professora universitária na área de Cinema e Televisão. Bacharel em Jornalismo pela Famecos PUC, Mestre e Doutora em Artes com opção em Cinema pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Atuou como professora no Curso de Publicidade e Propaganda da FAMECOS / PUCRS (1993-2001) e FABICO / UFRGS (1999-2003), no Curso de Design da ESPM SUL (2011-2016) e nos cursos de Realização Audiovisual, Publicidade e Propaganda, Jornalismo e Fotografia da Unisinos (2003-2020). Membro do Comitê Científico da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, gestão 2020/2021. Atualmente é professora substituta no Curso de Cinema e Audiovisual, da Universidade Federal de Pelotas, membro do Conselho Deliberativo da Socine, e avaliadora de Cursos da Educação Superior, credenciada pelo MEC. Já ministrou os cursos "Filme Comédia - O Cinema Que Faz Rir", “Cinema Brasileiro nos Anos de Chumbo” e “Cinema & Ditaduras na América Latina” pela Cine UM.


Curso online
CINEMA E POLÍTICAS DE ESTADO:
DO INCE À ANCINE
de Flávia Seligman


Datas
11 e 12 / Dezembro
(sábado e domingo)

Horário
14h às 16h30

Duração
2 encontros online
(carga horária: 5 horas / aula)

Material
Certificado de participação


Investimento
R$ 70,00 (parcelado em até 12x)

..PROMOÇÃO..
Valor Especial para as primeiras 10 inscrições:
R$ 60,00



Informações
cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 99320-2714






Realização



 



sábado, 20 de novembro de 2021

São Paulo

 




O cinema e a cidade moderna estabelecem uma relação mútua, onde a cinematografia testemunhou, registrou e discutiu o desenvolvimento da urbanidade moderna e suas transformações, mostrando-se como um relevante espelho da sociedade ao “criar” imagens e ideias sobre determinados lugares, muitas das vezes manipulando-as e influenciando-as.


Provavelmente, como nenhum outro método de visualização, como máquina do visível, o cinema consegue representar os espaços arquitetônicos como espaços vividos e habitados. O processo de criação dessa memória, profundamente ancorada nas experiências prévias do espectador, está não só relacionado com a realidade física dos espaços filmados, mas também com a relação vivencial que estabelecemos com outros elementos que constroem os mundos cinematográficos, quer sejam personagens, objetos, luzes, cores, texturas, sons ou narrativas.

A trajetória e a representação da cidade de São Paulo e de suas arquiteturas no cinema é extremamente rica e conta com muitos filmes ficcionais nacionais. Podemos ainda dizer que, em alguns filmes particularmente, ela é mais do que mera coadjuvante cênica, e que também ela não representa apenas uma realidade “imaginada”, mas é bastante eficaz em comunicar mensagens e concretizar significados essenciais relativos da ”realidade” de São Paulo e a sua arquitetura. 



representação da arquitetura paulistana nas imagens cinematográficas ficcionais acentua o interesse por nossa história, tanto pelas nossas mitologias urbanas quanto pelos nossos diversos tipos de representações. O edifício COPAN é um dos exemplos mais contundentes da imensa força da utilização das imagens enquanto veículo de representação e divulgação da Arquitetura. É também um potente exemplo de como a mídia cinemática representa os espaços arquitetônicos como espaços vividos e habitados e a concretização do processo de criação desta “memória” social. Toda vez que a representação iconográfica da cidade de São Paulo se faz necessária, o objeto arquitetônico COPAN é invocado a compor parte dessas ilustrações.


Objetivos

O Curso online SÃO PAULO A 24 QUADROS: UMA CIDADE DE CINEMA, ministrado por Paulo Leônidas, objetiva estabelecer uma análise sobre a arquitetura da cidade de São Paulo e como sua imagem arquitetônica e sua realidade é representada na cinematografia brasileira.

Porque apreendemos que a Arquitetura de São Paulo representada nas imagens cinematográficas é real? De que maneira estas representações podem nos ajudar a entender a cidade e suas arquiteturas?

partir destas e outras reflexões se buscará uma fundamentação analítica, teórica e instrumental para uma abordagem da intersecção entre a Arquitetura e a Cinematografia e suas representações.


Conteúdos

Aula 1

A Duplicidade / Domínios da Imagem / A Construção da Modernidade / Topologias da Cidade / A cidade à distância / A visão aérea e panorâmica / As habitações / Mobilidade e verticalidade

Filmes representativos e emblemáticos

 


Aula 2

A arquitetura icônica / Edifício COPAN e sua representação física e imaginária / O encontro através do olhar / Um objeto recordação / A cidade e a cidade-tela

Filmes representativos e emblemáticos


Ministrante: Paulo Leônidas

Graduado em Arquitetura (UFRGS). Pós-graduado em Arquitetura (PROPAR / UFRGS / Architectural Association School of Architecture - Londres). Mestrado em Arquitetura (PROPAR / UFRGS). Professor visitante na Escola de Arquitetura / Universidade de Varsóvia (Polônia) e na Architectural Association School of Architecture - Londres.

Conferencista, cenógrafo, cineasta, escritor e roteirista de cinema e séries de TV. Lançou os livros "Romeu e Julieta 1844" (romance, 2015) e "DezMiolados" (coletânea de autores, 2019). É autor de inúmeros artigos e textos acadêmicos. Ministrou o curso “A Arquitetura do Cinema” pela Cine UM.


Curso online
SÃO PAULO A 24 QUADROS:
UMA CIDADE DE CINEMA
de Paulo Leônidas


Datas
04 e 05 / Dezembro
(sábado e domingo)

Horário
14h às 16h30

Duração
2 encontros online
(carga horária: 5 horas / aula)

Material
Certificado de participação
+
Apostila (material didático)


Investimento
R$ 90,00 (parcelado em até 12x)

..PROMOÇÃO..
Valor Especial para as primeiras 10 inscrições (20% de desconto):
R$ 70,00



Informações
cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 99320-2714






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quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Abbas Kiarostami

 






"O cinema começa com D.W. Griffith e termina com Abbas Kiarostami".

A definição, atribuída a Jean-Luc Godard, foi muito lembrada quando da morte do cineasta iraniano , em 2016. Mas para além de ter contribuído decisiva e diretamente, mesmo sob condições políticas as mais adversas, para o desenvolvimento de uma das filmografias mais aclamadas da segunda metade do século 21, da qual se tornou o maior expoente, qual a importância de Kiarostami para o cinema contemporâneo?


Embora a arte cinematográfica não tenha se encerrado com o falecimento de Kiarostami, ao contrário do que uma interpretação literal da frase de Godard poderia sugerir, não é difícil compreender suas palavras. Se ainda em sua fase embrionária o cinema provou sua capacidade de não apenas reproduzir a realidade mas também de superá-la, décadas mais tarde começariam a chamar a atenção do planeta obras que complexificavam as fronteiras entre realidade e ficção, apresentadas por um grupo de realizadores no longínquo e conflagrado Irã.

À frente desse movimento, que ficaria conhecido como Novo Cinema Iraniano, estava Kiarostami. Formado em Belas Artes pela Universidade de Teerã, foi ele que inaugurou o que se tornariam as marcas dessa profícua geração: o protagonismo de personagens infantis, a estética naturalista, a autorreferência, a mistura entre documental e ficcional. Por conta disso, tornou-se referência para outros nomes fundamentais, como Mohsen Makhmalbaf e Jafar Panahi.

Da obra-prima Close-Up, passando pelo consagrado O Gosto da Cereja e chegando a produções mais recentes, como Cópia Fiel, Kiarostami provocou como ninguém os limites do cinema - e da arte como um todo - de referenciar o mundo.


Objetivos

O Curso online ABBAS KIAROSTAMI - O FIM DO CINEMA?, ministrado pelo jornalista Pedro Garcia, apresentará um panorama da obra do mais expoente cineasta iraniano e um dos grandes realizadores de toda a história do cinema. Os títulos mais representativos de sua extensa filmografia serão analisados à luz dos elementos que compuseram a assinatura, sobretudo o questionamento à imagem cinematográfica e aos limites da ficção.


Conteúdos


Aula 1

Panorama do Novo Cinema Iraniano.

O período pré-Revolução: o Kanun, O Pão e o Beco, O Viajante e A Experiência.

Os limites da ficção na Trilogia de Koker e Close-Up.

 


Aula 2

O movimento em O Vento nos Levará e O Gosto da Cereja.

O ativismo político em Dez e ABC África.

O questionamento à autenticidade em Cópia Fiel e Um Alguém Apaixonado.

O experimentalismo em Five, Shirin e 24 Frames.


Ministrante: Pedro Garcia

Jornalista e Mestre em Letras. Em sua dissertação, analisou questões relacionadas a metanarrativa, pós-modernidade e política em filmes do diretor iraniano Jafar Panahi. Também já publicou artigos e ministrou curso sobre essa temática pela Cine UM.


Curso online
ABBAS KIAROSTAMI:
O FIM DO CINEMA?
de Pedro Garcia


Datas
27 e 28 / Novembro
(sábado e domingo)

Horário
14h às 16h30

Duração
2 encontros online
(carga horária: 5 horas / aula)

Material
Certificado de participação


Investimento
R$ 70,00 (parcelado em até 12x)

..PROMOÇÃO..
Valor Especial para as primeiras 10 inscrições:
R$ 60,00



Informações
cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 99320-2714






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quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Cinema Cubano

 



A Revolução Cubana completou 62 anos. Liderados por Fidel Castro e Ernesto "Che" Guevara, os guerrilheiros da Sierra Maestra protagonizaram um dos momentos mais importantes do século XX, alterando o rumo de todo o continente americano. No entanto, os revolucionários nunca visaram, tão somente, uma mera tomada de poder, mas sim, carregavam consigo todo um projeto de modificação da sociedade. Para tanto, o Cinema era uma peça fundamental na construção daquela nova realidade social, ocupando a centralidade da produção de imagens do novo regime cubano, tocando diretamente no imaginário social. A construção de um novo cinema era vista como fundamental na formação de um "homem novo".


Os filmes cubanos atingiram o status de produto prioritário do Estado e foram produzidos em larga escala, dominando as salas de Cinema em seu próprio país, algo inédito no continente americano, e alcançaram diversas salas ao redor do mundo, circulando também por muitos festivais. Filmes como Lucía, de Humberto Solás, em 1968 e Memórias do Subdesenvolvimento, de Tomás Gutiérrez Alea - filme mais premiado no mundo em 1968 - ganham destaque em festivais internacionais. Feito somente comparável a Morango e Chocolate, do mesmo Alea, que disputou o Oscar em 1993.


Em 1959 foi criado o Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos – o Icaic - com a missão de estruturar a produção audiovisual e promover a propaganda do governo. Com este suporte o cinema cubano assumiu identidade própria revelando uma pluralidade estética e temática nos filmes produzidos, expondo muitas vezes as tensões e conflitos vividos no país. A infraestrutura industrial de cinema desenvolvida em Cuba permitiu, por três décadas, uma produção permanente e sistemática, a partir de seus próprios estúdios, laboratórios e pessoal técnico e artístico. Até 1990, Cuba produzia cerca de 10 longas por ano, além de duas dezenas de documentários de curtas e médias metragens. Esta produção se articulava e se sustentava essencialmente graças aos recursos provenientes da União Soviética. Esta dependência foi interrompida com o fim do comunismo e a desagregação da URSS. Assim, Cuba entra em uma crise econômica perdurou até o início dos anos 2000. A produção cubana de filmes reduziu-se a um terço. A partir de 2003, o cinema cubano ganhou novo fôlego, realizando coproduções com outros países latinos e europeus, principalmente a Espanha.


Objetivos

O Curso online Cinema Cubano: Os Filmes de Revolução, ministrado pelo historiador e cineasta Alexandre Guilhão, apresentará um panorama social e histórico da formação do Cinema em Cuba. O objetivo é analisar o diálogo da produção cinematográfica com a própria história social e política do país. Serão analisados diversos filmes e os principais diretores, desde a era pré-revolucionária até os filmes mais importantes das décadas de 60, 70, 80 e 90.



Conteúdos 

Aula 1

Introdução à história de Cuba e a trajetória da arte cinematográfica na ilha.

Os cinemas silencioso e sonoro antes da Revolução Cubana.

Os primeiros filmes com temática política em Cuba.

A efervescência dos anos 60 e a criação do Instituto Cubano de Artes e Indústria Cinematográfica (ICAIC).

A revolução produz suas imagens. Surge o Novo Cinema Cubano (NCC).

O cinema dialético de Tomás Gutiérrez Alea.

A primeira geração de diretores da Revolução: Julio Garcia Espinosa, Humberto Solás, Santiago Alvares e Tomás Gutiérrez Alea.

 


Aula 2

O cerceamento cultural e as disputas no campo cinematográfico dos anos 70.

As relações do cinema cubano com os outros cinemas do continente.

Os filmes históricos dos anos 70.

Os filmes de Sara Gomes, Jesus Diaz, Sergio Giral e Juan Carlos Tabío.

As disputas em torno de um projeto socialista nos anos 80 e sua influência nos filmes do período.

O cinema no período especial e a crise do socialismo no mundo.

Qual o papel do cineasta?

O Cinema Cubano hoje.

 


Ministrante: Alexandre Guilhão

Formado em Cinema e Mestre e Doutorando em História pela PUCRS. Produziu dissertação de Mestrado que analisou a transição do Cinema em Cuba após a Revolução e os seus principais filmes. Desenvolveu também pesquisa, em nível acadêmico, sobre o Cinema Cubano. É coordenador do grupo de estudos em Cinema-História da PUCRS. Já ministrou cursos e oficinas com esta temática, bem como, coordenou simpósios temáticos e escreveu artigos sobre Cinema e História, em especial na América Latina. Roteirista e diretor de fotografia. Dirigiu o documentário Tomada da Casa do Povo (vencedor do II Cine Tamoio Festival).



Curso online
CINEMA CUBANO:
OS FILMES DA REVOLUÇÃO
de Alexandre Guilhão


Datas
13 e 14 / Novembro
(sábado e domingo)

Horário
14h às 16h30

Duração
2 encontros online
(carga horária: 5 horas / aula)

Material
Certificado de participação


Investimento
R$ 70,00 (parcelado em até 12x)

..PROMOÇÃO..
Valor Especial para as primeiras 10 inscrições:
R$ 60,00



Informações
cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 99320-2714






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Found Footage

 






O Found Footage de horror constitui uma tendência estilística (ou subgênero) do horror audiovisual, na qual os filmes combinam forma documental (total ou parcialmente composta por filmagens com aparência e sonoridade acidentais, domésticas ou improvisadas de eventos extraordinários, só que feitas por personagens da ficção) e conteúdo ficcional. Em outras palavras: são filmes organizados a partir de falsos registros caseiros de natureza violenta e/ou sobrenatural. A estilística documental utilizada nesses filmes valoriza certa imperfeição formal, de modo a gerar no espectador a ilusão (muitas vezes consentida) de que cada um deles constitui um documento histórico – um registro não encenado de um pedaço de realidade.


Nas últimas duas décadas, graças a uma série de razões que incluem o baixíssimo custo de produção, a massiva proliferação de dispositivos de registro de imagem e som (camcorders, smartphones, tablets) a preços acessíveis, e a toda uma cultura audiovisual contemporânea que combina o consumo regular e diário de vídeos amadores e a exposição da intimidade familiar, através de plataformas multimídia como YouTube e Facebook, os filmes de found footage caíram nas graças do público. Pelo baixo custo de produção, representam também uma chance real para produtores e cineastas iniciantes de todo o planeta iniciarem suas carreiras. Desde o começo deste século, eles têm sido lançados às centenas.

Seja com milhões de dólares financiados por grandes estúdios de Hollywood ou com a câmera de um telefone celular emprestado por um amigo, falsos documentários de horror vêm sendo feitos nos lugares mais remotos, como Costa Rica, Egito, Ucrânia, Uruguai, Índia, China, Japão, Brasil e Estados Unidos. Alguns títulos, feitos com apoio de grandes estúdios de Hollywood ou produtoras ricas, ganham lançamentos com extravagantes estratégias de marketing, e são exibidos no circuito comercial de multiplexes; outros filmes – a grande maioria deles, na verdade – têm sido disponibilizados timidamente através da Internet, em serviços de streaming como Netflix, Amazon Prime Video, Hulu, ou diretamente no Vimeo ou no YouTube.


O que mais impressiona, porém, é o tamanho e a amplitude do fenômeno. A contagem de longas-metragens de found footage de horror feita na pesquisa que deu origem a este curso já ultrapassou o milhar de exemplares, feitos de 1999 – ano de lançamento do pioneiro A Bruxa de Blair – a 2021. Várias minisséries de TV, streaming e webseries, e múltiplos games eletrônicos, também recorreram a essa estratégia narrativa. E muitos seriados famosos (Os Simpsons, The Office, Modern Family) flertam com a estética da imperfeição dos found footage desde o ano crucial de 2007, quando o formato decolou de vez, após o enorme sucesso de público de filmes como Atividade Paranormal, Cloverfield e Diário dos Mortos.


Objetivos

O Curso online FOUND FOOTAGE: O HORROR E A ESTÉTICA DA IMPERFEIÇÃO, de Rodrigo Carreiro, objetiva apresentar uma arqueologia completa do fenômeno dos filmes de falso found footage, indo desde os romances epistolares escritos na Idade Média até as narrativas audiovisuais que se passam inteiramente em telas de computadores pertencentes a personagens ficcionais. Além de contar a história expandida do found footage de horror, o curso vai discutir os motivos pelo quais os falsos found footage possuem vinculação tão estreita com as narrativas de horror (são raros em outros gêneros fílmicos), bem como as razões culturais, tecnológicas e afetivas pelas quais os espectadores se sentem tão à vontade diante desse tipo de filme. Para isso, exploraremos a estilística do gênero, discutindo em detalhes dois dos mais importantes filmes do filão (A Bruxa de Blair e o espanhol [Rec], de 2007), apresentando as ferramentas de estilo visual, narrativo e sonoro mais recorrentes do gênero, e a vinculação destas ferramentas ao conceito que chamamos de estética da imperfeição.


Conteúdos

 

Aula 1

A história expandida do found footage de horror.

Os romances epistolares na Idade Média e o horror gótico no século XIX.

A transmissão radiofônica da Guerra dos Mundos e os Highway Safety Films.

A febre dos snuff movies e as narrativas audiovisuais em primeira pessoa.

Filmes pioneiros dos anos 1980 e 1990.

A explosão comercial do fenômeno na década de 2010.

Novas tecnologias.

Computer desktop films como um filão atualizado do falso found footage.

Filme em profundidade: A Bruxa de Blair (Eduardo Sanchéz e Daniel Myrick, EUA, 1999).


Aula 2

Recursos estilísticos do falso found footage de horror.

A poética da câmera diegética.

A incorporação de erros técnicos como ferramenta de simulação de verossimilhança.

A encenação em profundidade e os planos-sequência.

Found footage, emoção e o rosto do ator.

A ausência de música e a mixagem concentrada em apenas um canal como estratégias de realismo emocional.

A respiração dos personagens e o afeto do espectador.

Filme em profundidade: [Rec] (Jaume Balagueró e Paco Plaza, Espanha, 2007).



Ministrante: Rodrigo Carreiro

Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e do Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Pernambuco. Mestre e Doutor em Comunicação (Cinema). Autor dos livros Era uma vez no spaghetti western: o estilo de Sergio Leone (Editora Estronho, 2014), A pós-produção de som no audiovisual brasileiro (Marca de Fantasia, 2019), O som do filme: uma introdução (EdUFPR / EdUFPE, 2018), A linguagem do cinema: uma introdução (Editora da UFPE, 2021) e O found footage de horror (Editora Estronho, 2021). A pesquisa que deu origem a este último livro, conduzida entre 2011 e 2021, fornece a base conceitual do curso. Já ministrou o curso Era Uma Vez no Spaghetti Western para a Cine UM.



Curso online
FOUND FOOTAGE:
O HORROR E A ESTÉTICA DA IMPERFEIÇÃO
de Rodrigo Carreiro


Datas
06 e 07 / Novembro
(sábado e domingo)

Horário
14h às 16h30

Duração
2 encontros online
(carga horária: 5 horas / aula)

Material
Certificado de participação


Investimento
R$ 90,00 (parcelado em até 12x)

..PROMOÇÃO..
Valor Especial para as primeiras 10 inscrições com 20% de desconto:
R$ 70,00
*** Valor promocional esgotado ***



Informações
cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 99320-2714






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