domingo, 12 de abril de 2026

Kleber Mendonça Filho

 




Desde o seu primeiro longa, O Som Ao Redor, e de curtas como Recife Frio, KLEBER MENDONÇA FILHO mantém uma obsessão em expor as injustiças sociais e o impacto do poder econômico (ou falta dele) em cada um dos personagens que cria. Exemplo desse aspecto são os homens brancos e poderosos que destilam preconceito e arrogância por terem no dinheiro a base do seu caráter, como a protagonista de Aquarius, Clara (Sonia Braga), fala em determinado momento do filme.


Atuando como um filho do seu tempo, Kleber faz questão de abordar os acontecimentos da política brasileira a todo momento, através de metáforas, circunstâncias, homenagens e citações. Assim como Jean-Luc Godard, Kleber também tem origem na crítica cinematográfica. E também seguindo os passos do francês, o recifense faz crítica com a câmera, reescrevendo a história de atores e trazendo uma visão própria de clássicos brasileiros.


O orgulho do Brasil e do Recife também é outro traço marcante da obra de Kleber Mendonça Filho, o que pode ser percebido através da trilha sonora, das colagens, dos diálogos e da imposição do nosso idioma sobre o frequente e já batido inglês. Outro ponto de destaque da sua filmografia é a ferrenha disputa por espaços geográficos, como podemos ver no condomínio de Aquarius. Também há exaustivas homenagens ao cinema internacional, como as insistentes citações a Tubarão, em O Agente Secreto, e a clara influência de John Carpenter, em Bacurau.


Objetivos

O curso Kleber Mendonça Filho: Uma Análise Ideológica, de Lucas Vidal, busca situar o cineasta no contexto histórico do Brasil do século XXI e apresentar toda a riqueza dos filmes do célebre recifense. Será possível relacionar as criações nem tão fictícias assim com a realidade brasileira e também compreender a forma com que o cineasta faz esse trabalho, observando suas escolhas estéticas. Analisaremos de forma detalhada muitas cenas, comparando diálogos com acontecimentos reais e com as influências de Kleber, do faroeste ao terror, passando por filmes marcantes do Brasil. Dizendo muito em cada frame e em cada diálogo, Kleber faz dos seus filmes um grito ideológico. Estudaremos o que ele diz e por que ele diz.


Conteúdos


Aula 1

Espaço geográfico em disputa: uma análise sobre as diferenças sociais e o impacto do ambiente nas pessoas através de Aquarius, Recife Frio e O Som Ao Redor.

Uma mulher contra homens poderosos: resistência ao "caráter" formado pelo dinheiro em Aquarius.

A criação de personagens em Kleber: dos coadjuvantes sem qualidades, aos protagonistas sem defeitos.

Relacionando a narrativa com as citações e homenagens: Tubarão em O Agente Secreto e outros casos.

A ressignificação da carreira de Wagner Moura, de Capitão Nascimento a Armando (Marcelo): uma análise ideológica de O Agente Secreto.



Aula 2

Vinil Verde e John Carpenter: o terror nos filmes de KMF.

A vingança de Sonia: da submissa Dona Flor à influente Dona Domingas, em Bacurau.

Bacurau, orgulho do Brasil: a supremacia do idioma e cultura local no nosso cinema.

A ideologia em cada frame, cada diálogo cada linha da análise.

 


Ministrante: Lucas Vidal

Graduado em Jornalismo pela PUC-RS, com passagem pelo jornal Zero Hora. Já ministrou aulas e conteúdos sobre Ingmar Bergman no curso de Jornalismo da UniRitter. Desenvolveu a monografia "A Representação dos Relacionamentos Amorosos em Godard: Uma Análise de Uma Mulher É Uma Mulher e Acossado", como trabalho de conclusão do curso de Jornalismo.





Curso
KLEBER MENDONÇA FILHO: 
UMA ANÁLISE IDEOLÓGICA
de Lucas Vidal


Datas
16 e 17 / Maio
(sábado e domingo)

Horários
14h30 às 17h30

Duração
2 encontros presenciais
(carga horária: 6 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)


Material
Certificado de participação


Investimento

Lote 1 (até 30/04)
R$ 65,00



Formas de pagamento
Cartão de crédito (em até 3x)
Boleto
Depósito / Pix



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Informações

cinema.cineum@gmail.com  /  Fone: (51) 99270-1352




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quarta-feira, 18 de março de 2026

Cinema Alemão





O movimento dos cinemas novos dos anos 1960 inaugurou uma outra maneira de entender a sétima arte e consolidou uma vertente crítica dentro das estéticas cinematográficas. Jean-Luc Godard, Glauber Rocha, Agnès Varda, Pier Paolo Pasolini, grandes nomes se formaram a partir deste momento da cultura. Na Alemanha, contudo, essa efervescência não é compreendida de imediato, e é apenas no final da década que veremos um grupo de cineastas reivindicar o chamado "cinema de autor" para si.


Rainer Werner Fassbinder, Werner Herzog e Wim Wenders se tornam as grandes personalidades do chamado Novo Cinema Alemão, que ainda contaria com cineastas tão díspares quanto Alexander Kluge, Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, Volker Schlöndorff, Margarethe Von Trotta, Rosa Von Praunheim, Ulrike Ottinger, Harun Farocki e outros. Se na França e no Brasil a tendência do cinema moderno foi de radicalizar a denúncia dos clichês narrativos, na Alemanha, salvo exceções, tomou-se o rumo de refundar a narração a partir das experiências da juventude. Um cinema "sem pais, apenas avós", como disse Herzog, tinha de se haver com o passado sombrio do nazismo para poder reformular uma outra relação entre estética e política.


As respostas para esse dilema são as mais diversas. Wenders aposta na fuga e vê com olhos melancólicos a experiência de estar num mundo cercado pela violência. Fassbinder se encontra numa dialética permanente de invenção e autodestruição, e realiza um estudo do conflito em seus melodramas urbanos. Herzog lança-se numa busca por novas imagens e novas realidades que possam desterrar e descentrar a própria noção de ser humano. Outros cineastas são mais próximos do cinema militante e inventam uma estética como forma de luta política, seja pelo viés experimental, como em Straub e Huillet, seja pelo viés biográfico e narrativo, como em Von Trotta. O sentido do que é político nesses cinemas é variável, mas subjaz em boa parte dos filmes um compromisso ético tanto com a ficção quanto com a realidade.



Objetivos

O curso NOVO CINEMA ALEMÃO: CRÔNICAS DO SUBLIME, ministrado por Lennon Macedo, percorre a história e a geografia do cinema moderno na Alemanha, suas origens, seus diálogos com o passado e com o presente, seus principais nomes e filmes. A partir desse exame, será possível compreender a contribuição alemã para o movimento dos cinemas novos e suas influências sobre o cinema contemporâneo. As aulas serão expositivas e dialogadas, onde serão trabalhadas cenas de filmes e citações de textos recomendados.


Conteúdos


Aula 1

- Um espectro ronda o cinema alemão: o ocaso do Expressionismo.

- Outro espectro ronda: como filmar depois de Auschwitz?

- Os cinemas novos da Europa e o Manifesto de Oberhausen.

- 1971: A produção nas mãos dos autores.



Aula 2

- Alemanha em pedaços: cinemas do conflito, cinemas da fuga.

- Rainer Werner Fassbinder: a anarquia da ficção.

- Werner Herzog: imagens do sublime.

- Wim Wenders: estradas sem fim.

- Os rumos contemporâneos do novo cinema.


Ministrante: Lennon Macedo

Professor e pesquisador da Associação de Pesquisas e Práticas em Humanidades (APPH). Doutor em Comunicação pela UFRGS, participa do Grupo de Pesquisa em Semiótica e Culturas da Comunicação (GPESC/UFRGS) e da Unidade de Investigação em Artes da Universidade da Beira Interior, de Portugal (iA*/UBI). Atuou como jornalista no fanzine de crítica de cinema Zinematógrafo e em festivais como Cine Esquema Novo e Fantaspoa. Compõe também o coletivo de arte gráfica Selo Manada, em Porto Alegre. Investiga atravessamentos entre Audiovisualidades, Comunicação e Semiótica, com foco em Cinema Contemporâneo, Teoria de Cineastas, Teorias da Comunicação e Pós-Estruturalismo. Ministrou os cursos O Dragão Vive: Glauber Rocha 80 Anos (2019) e Cinema de Fluxo: A Estética Desacelerada do Contemporâneo (2025) para a Cine UM.




Curso
NOVO CINEMA ALEMÃO: 
CRÔNICAS DO SUBLIME
de Lennon Macedo


Datas
25 e 26 / Abril
(sábado e domingo)

Horários
14h30 às 17h30

Duração
2 encontros presenciais
(carga horária: 6 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)


Material
Certificado de participação


Investimento

Lote 1 (até 05/04)
R$ 65,00

Lote 2 (até 19/04)
R$ 70,00



Formas de pagamento
Cartão de crédito (em até 3x)
Boleto
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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Jean-Luc Godard

 


No agitado panorama cinematográfico da década de 1960, poucos cineastas tiveram um papel mais decisivo que Jean-Luc Godard. De Acossado (1960), obra basilar da Nouvelle Vague, aos filmes militantes do Grupo Dziga Vertov após 1968, o cineasta instigou a linguagem do cinema até o limite. Em uma década, realizou quase vinte longas-metragens que subverteram gêneros consagrados, do musical em Uma Mulher é uma Mulher (1961) à ficção científica de Alphaville (1965), apontando novos caminhos e provocando uma verdadeira revolução estética.


Como observou Susan Sontag em 1968, a obra de Godard era discutida mais apaixonadamente que a de qualquer outro cineasta contemporâneo, mantendo "seu poder jovial de ofender, de parecer 'feio', irresponsável, frívolo, pretensioso e vazio". Passadas mais de cinco décadas, esse legado permanece vivo e inesgotável, longe de ser reduzido a clichês. A parceria criativa e amorosa com Anna Karina, entre 1961 e 1966, rendeu momentos sublimes, como a delicada obra-prima Viver a Vida (1962). Já com Brigitte Bardot, realizou O Desprezo (1963), filmado na Cinecittà, uma profunda interrogação sobre o futuro do cinema.

A partir de meados da década, Godard repensou os parâmetros de seu cinema. Lançado em 1965, O Demônio das Onze Horas já anunciava a crise que o levaria a uma notável inclinação política. O relacionamento com a atriz Anne Wiazemsky marca sua aproximação ao pensamento maoísta e às discussões inflamadas no cenário universitário francês. Filmes como Duas ou Três Coisas que Sei Dela (1967), A Chinesa (1967) e Weekend à Francesa (1967) assinalam essa nova fase, na qual política e cinema passaram a caminhar lado a lado, investigando as contradições da sociedade de consumo e os rumos da luta de classes. Após os acontecimentos de Maio de 1968, Godard abandonou o cinema industrial e organizou o coletivo Dziga Vertov, propondo a construção de diversos "Vietnãs cinematográficos". O lema do grupo era claro: não apenas fazer filmes políticos, mas fazê-los politicamente.


Objetivos

O curso Godard 60: uma década revolucionária, ministrado por Leonardo Bomfim, propõe um mergulho na filmografia que Jean-Luc Godard construiu ao longo da década de 1960, destacando as inúmeras rupturas de linguagem que redefiniram o cinema, a partir de filmes emblemáticos como Acossado, O Desprezo, O Demônio das Onze Horas, Weekend à Francesa e Vento do Leste.


Conteúdos


Aula 1

Acossado e a explosão da Nouvelle Vague.

Os anos Anna Karina

O Desprezo: o cinema em questão


Aula 2

O Demônio das Onze Horas: autorretrato de um cineasta em crise

Os anos Anne Wiazemsky

O Grupo Dziga Vertov: “Eu quero mudar o mundo”

 


 Ministrante: Leonardo Bomfim

Jornalista e Doutor em Comunicação Social (PUCRS), Natural do Rio de Janeiro, Brasil. É Programador da Cinemateca Capitólio, espaço dedicado à preservação e difusão cinematográfica localizado em Porto Alegre. Foi programador do Cine P. F. Gastal, na mesma cidade, entre 2013 e 2017. Foi curador das mostras Cinema Marginal (2008), Cinema Novo: Brasil em Transe (2017) e Cinema de Invenção (2019). Realizou trabalhos de programação para festivais brasileiros como Olhar de Cinema, Gramado e Brasília. Publicou textos em revistas como Archive Prism (Coreia do Sul), Cahiers du Cinéma (França), La Vida Útil (Argentina) e Teorema (Brasil). Já ministrou os cursos Novos Cinemas dos Anos 60Brian De Palma: O Poder da ImagemLumière, Méliès & Outros PioneirosA Gênese da Nova Hollywood e Cinema Marginal Brasileiro pela Cine UM.


Curso
GODARD 60: 
UMA DÉCADA REVOLUCIONÁRIA
de Leonardo Bomfim


Datas
28 e 29 / Março
(sábado e domingo)

Horários
14h30 às 17h30

Duração
2 encontros presenciais
(carga horária: 6 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)


Material
Certificado de participação


Investimento

Lote 1 (até 08/03)
R$ 65,00

Lote 2 (até 22/03)
R$ 70,00

Lote 3
R$ 75,00



Formas de pagamento
Cartão de crédito (em até 3x)
Boleto
Depósito / Pix



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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Cinema Argentino


 



O cinema argentino é uma das cinematografias mais ricas e influentes da América Latina, um espelho fiel das transformações sociais, políticas e econômicas do país ao longo de mais de um século. Conhecer sua história significa entender não apenas os filmes que marcaram épocas, mas também as crises, as renovações e as resistências que moldaram a identidade cultural da Argentina.



A trajetória começa com a chamada época de ouro (décadas de 1930 e 1940), quando grandes estúdios como Lumiton e Argentina Sono Film, estrelas icônicas (Libertad Lamarque, Luis Sandrini, Zully Moreno) e gêneros populares — melodramas, comédias, musicais tangueros e policiais — transformaram o país na maior potência comercial do cinema latino-americano, até o declínio provocado por profundas crises nos anos 1950.

Depois vieram as vanguardas: a Generación del 60, que trouxe realismo, baixo orçamento e cinema de autor nos anos 1960 (com nomes como Manuel Antín e Rodolfo Kuhn); e o Nuevo Cine Argentino, a partir dos anos 1990, que resgatou essa força autoral em meio a novas turbulências econômicas, com diretores como Pablo Trapero, Lucrecia Martel, Adrián Caetano e Daniel Burman alcançando projeção internacional. Nos últimos trinta anos, escolas como a FUC e a ENERC/INCAA formaram gerações de realizadores (Santiago Mitre, Lisandro Alonso, Rodrigo Moreno) que hoje enfrentam um cenário desafiador, marcado pela redução de apoios estatais e pela busca por novos caminhos, do cinema independente às plataformas de streaming.



Objetivos

O Curso HISTÓRIA DO CINEMA ARGENTINO: A INDÚSTRIA, AS VANGUARDAS E O CONTEXTO CONTEMPORÂNEO, ministrado por Rafael Valles, pretende apresentar as obras fundamentais e as principais tendências estéticas e políticas que moldaram a história do cinema argentino ao longo das décadas. O objetivo é proporcionar uma compreensão das glórias, crises e resistências que fizeram do cinema argentino um dos mais relevantes da América Latina.



Conteúdos


Aula 1

- A indústria: o crescimento, o auge e o declínio da época de ouro do cinema argentino.

- La Generación del 60: renovação estética e política. Uma geração sem êxitos comerciais, mas que até hoje é referência para as novas gerações.

- A ditadura militar nos anos 1970 e o declínio do cinema argentino.


Aula 2

- Anos 1980 e 1990: a busca por um cinema comercial e de qualidade.

- El Nuevo Cine Argentino: um cinema diverso que afirma uma renovação estética e a consolidação do cinema de autor.

- Contexto contemporâneo: as escolas de cinema, a importância do INCAA (e sua ausência) e a era dos streamings.


Ministrante: RAFAEL VALLES

Docente, escritor, pesquisador e realizador audiovisual. Doutor em Comunicação Social pela PUCRS. Mestre em Cinema Documentário pela Fundación Universidad del Clne (FUC / Buenos Aires - Argentina - 2011) Professor no Mestrado em Cinema Documentário, na Universidad del Cine (FUC - Argentina, 2023); no Curso de Cinema e Audiovisual e no Curso de Animação, na Universidade Federal de Pelotas (UFPEL, 2019) e no Curso de Cinema da UNISUL, 2012. Ministrou o curso online "Tendências do Cinema Documentário" (Museu da Imagem e do Som - MIS SP, 2023) e "Oficina Repertórios de Documentários" (IECINE, 2022). Organizador dos livros "50 Olhares Sobre o Cinema Gaúcho" e "Cinesofia: Estudos Sobre o Cinema Gaúcho". Já ministrou os cursos “O Que É Documentário?” (2013 e 2015), “Laboratório de Produção – Documentário de Criação” (2013), “Filme-Ensaio” (2017 e 2024) e “Cinema do Eu” (2019 e 2020), pela Cine UM.




Curso
HISTÓRIA DO CINEMA ARGENTINO: 
A INDÚSTRIA, AS VANGUARDAS E O CONTEXTO CONTEMPORÂNEO
de Rafael Valles


Datas
07 e 08 / Março
(sábado e domingo)

Horários
14h30 às 17h30

Duração
2 encontros presenciais
(carga horária: 6 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)


Material
Certificado de participação


Investimento

Lote 1 (até 15/02)
R$ 65,00

Lote 2 (até 28/02)
R$ 70,00

Lote 3
R$ 75,00

Formas de pagamento
Cartão de crédito (em até 3x)
Boleto
Depósito / Pix



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Informações

cinema.cineum@gmail.com  /  Fone: (51) 99270-1352




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