sábado, 3 de outubro de 2026

Crítica de Cinema

 




A crítica de cinema passa por um momento de fartura e de questionamentos. Por um lado, nunca houve tantas pessoas falando, escrevendo e debatendo cinema. Por outro, o ofício da crítica nunca pareceu tão banalizado, ao ponto de nos perguntarmos o que é, de fato, a crítica cinematográfica contemporânea.

Atenta a este momento e integrada à cena local, esta atividade fará um recorte conceitual do exercício da crítica: abordará suas relações com o mercado até chegar ao cenário atual, marcado pelas mídias sociais e por novas formas de distribuição de conteúdo. Para além da análise teórica, o workshop inclui uma oficina prática de escrita desenvolvida por todos os participantes.

O objetivo do curso é auxiliar os alunos em seus caminhos pelo cinema — e por outras linguagens artísticas —, apresentando tanto bases conceituais para análise quanto perspectivas de atuação para quem deseja seguir na profissão.

Com carga horária de 9 horas distribuídas em três encontros, a atividade é destinada a todos que buscam compreender o ecossistema da crítica cinematográfica. Os participantes receberão certificado, lista de leituras complementares e uma apostila com a compilação dos textos discutidos nas aulas.


Conteúdos


Aula 1

Da Grécia ao celular: Uma Breve História da Crítica de Cinema

No primeiro encontro será feito um passeio pela história da crítica de arte até o seu estado atual no cinema, buscando compreender como surgiu a crítica e qual sua função e importância no ecossistema artístico.

Nesta aula, serão debatidos:

- Os primórdios da crítica de arte.

- A crítica como função social.

- A importância da crítica.

- As principais escolas de crítica na história do cinema.



Aula 2

Oficina de Crítica (1)

O segundo encontro é dividido em duas partes:

Parte 1

Análise dos principais dilemas da crítica na era digital, fazendo um caminho de reconhecimento do cenário, além de debater:

- Formatos e gêneros.

- Impacto da crítica.

- Análise estilística de diferentes tipos de crítica. 

Parte 2

Investigação do ato de criticar um filme, analisando diferentes métodos e orientando os alunos a elaborarem seus próprios textos, a serem analisados no último encontro.

Nesta aula, discutiremos:

- A experiência do crítico como espectador.

- A desenvolvimento e defesa de ideias.

- Cotações.

- A adoção e o desenvolvimento de um estilo próprio.



Aula 3

Oficina de Crítica (2)

A última aula é destinada à análise dos textos dos alunos, com debates e leituras conjuntas. Os alunos devem enviar seus textos até a quinta-feira anterior ao encontro, e ficarão convidados a dar um parecer sobre as críticas de seus colegas, incentivando o debate construtivo para aprimoramento de ideias, estilo e método.

 


Ministrante: Marco Leal Oliveira

Mestre em comunicação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com um trabalho sobre o espectador de cinema brasileiro. Atua como crítico e editor-chefe do portal “Outrahora” desde 2016, contando com mais de 250 críticas publicadas e orientando uma equipe de mais de 30 escritores.





Curso
WORKSHOP DE CRÍTICA DE CINEMA
de Marco Leal Oliveira


Datas
28 e 29 / Nov. e 05 / Dez.
(sábado e domingo)

Horários
14h30 às 17h30

Duração
3 encontros presenciais
(carga horária: 9 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)


Material
Certificado de participação


Investimento

Lote 1 (até 31/10)
R$ 85,00


Formas de pagamento
Cartão de crédito (em até 3x)
Boleto
Depósito / Pix



FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO







Informações

cinema.cineum@gmail.com  /  Fone: (51) 99270-1352




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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Ingmar Bergman

 



Desde os seus primeiros longas, o sueco Ingmar Bergman demonstrou grande talento para criar atmosferas e inserir o espectador de forma magistral nas suas histórias. Criando uma grande identificação através de seus inigualáveis closes, faz com que o público sinta as muito recorrentes dores e lamentações dos seus personagens que são, invariavelmente, atormentados por algo. 

Bergman é, mais do que qualquer outro cineasta, atemporal, pois dialoga com a alma humana de forma muito profunda e trata de temas que nunca deixarão de ser relevantes, como fé, religião, problemas psicológicos em geral, angústias, medos, conflitos existenciais, vida e morte. Morte, aliás, que atinge seu ápice na obra de Bergman em O Sétimo Selo, filme que traz um personagem ameaçador com esse nome, perseguindo pessoas e se disfarçando para pegá-las de surpresa. 

Em obras como a famosa Trilogia do Silêncio (1961/62/63) e o espetacular A Hora do Lobo (1968), Bergman filma o terror de uma forma muito peculiar, focando totalmente no aspecto psicológico das pessoas, não no objeto que causa o medo. Isso ocorre também com outros temas, como a guerra, em Vergonha (1968), e o reconhecimento profissional, em Morangos Silvestres (1957). No seu trabalho, ao longo de décadas, todos os caminhos levam à investigação minuciosa dos problemas que atingem a todos nós, em toda a vida. 


Objetivos

O curso Ingmar Bergman: Diálogos com a Morte, de Lucas Vidal, vai trazer uma filmografia selecionada do sueco, com uma curadoria cuidadosa, para que seja possível observar todas as principais características de sua obra. O objetivo é analisar como cada um desses aspectos, como medo, raiva e questionamentos sobre Deus, são trazidos e aprofundados por Bergman, principalmente através de questões técnicas como os closes e a fotografia. O curso busca também entender os filmes por meio das diferenças entre as funções do roteiro e da direção cinematográfica e como esses elementos contribuem para as sensações provocadas.


Conteúdos


Aula 1

Introdução: quem foi Ingmar Bergman (um breve resumo).

Apresentação dos atores recorrentes na obra de Ingmar Bergman: Max von Sydow, Liv Ullmann, Harriet Andersson, Bibi Andersson, Gunnar Björnstrand, Erland Josephson, Ingrid Thulin.

Os temas recorrentes na obra de Bergman: medo, morte, fé, conflitos familiares, relações problemáticas.

Onde e como os temas principais aparecem, através da filmografia selecionada e comentada.

Questões sociais em Chove Sobre Nosso Amor e Gritos e Sussurros.

 


Aula 2

A função dos rostos e dos closes em Bergman: uma análise por meio de Persona, Sonata de Outono, Gritos e Sussurros e outros.

Religião, fé, morte e vingança em O Sétimo Selo, A Fonte da Donzela e Gritos e Sussurros.

Terror, medo e o fim da vida em Morangos Silvestres, A Hora do Lobo e Trilogia do Silêncio.

 


Ministrante: Lucas Vidal

Graduado em Jornalismo pela PUC-RS, com passagem pelo jornal Zero Hora. Já ministrou aulas e conteúdos sobre Ingmar Bergman no curso de Jornalismo da UniRitter. Desenvolveu a monografia "A Representação dos Relacionamentos Amorosos em Godard: Uma Análise de Uma Mulher É Uma Mulher e Acossado", como trabalho de conclusão do curso de Jornalismo. Foi ministrante do curso “Kleber Mendonça Filho: Uma Análise Ideológica”, pela Cine UM.



Curso
INGMAR BERGMAN: 
DIÁLOGOS COM A MORTE
de Lucas Vidal


Datas
10 e 11 / Outubro
(sábado e domingo)

Horários
14h30 às 17h30

Duração
2 encontros presenciais
(carga horária: 6 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)


Material
Certificado de participação


Investimento

Lote 1 (até 20/09)
R$ 70,00

Lote 2 (até 30/09)
R$ 75,00


Formas de pagamento
Cartão de crédito (em até 3x)
Boleto
Depósito / Pix



FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO








Informações

cinema.cineum@gmail.com  /  Fone: (51) 99270-1352




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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Telas do Medo




O cinema de horror consolidou-se, ao longo de sua história, como um dos gêneros cinematográficos mais expressivos da cultura contemporânea. Muito além do entretenimento, suas narrativas dialogam com medos, tensões, conflitos e transformações sociais, convertendo-se em importantes espaços de produção de significados sobre o mundo. Monstros, epidemias, fantasmas, psicopatas, criaturas sobrenaturais e cenários apocalípticos não constituem apenas elementos ficcionais, mas também formas simbólicas por meio das quais diferentes sociedades expressam inquietações relativas a questões políticas, econômicas, culturais e de identidade.

A partir das contribuições dos Estudos Culturais em Educação, compreende-se que o cinema atua como uma potente pedagogia cultural, ensinando modos de perceber a realidade, produzindo representações, constituindo identidades e participando da formação dos sujeitos. Sob essa perspectiva, o horror deixa de ser entendido apenas como um gênero voltado ao medo ou ao sobrenatural, passando a ser reconhecido como um espaço privilegiado para refletir sobre processos de normalização, relações de poder, produção de diferenças, estigmatizações e conflitos sociais. Desse entendimento emerge a noção de pedagogias do horror, compreendidas como os diferentes processos de aprendizagem, reflexão e problematização suscitados pelas produções do gênero a partir de suas particularidades narrativas, estéticas e sensoriais, bem como de sua potência visceral, capaz de provocar desconforto, mobilizar afetos e tensionar aquilo que, muitas vezes, permanece naturalizado na vida cotidiana.

Nesse contexto, o curso propõe uma aproximação entre educação, cultura e cinema de horror, analisando produções cinematográficas nacionais e internacionais que possibilitam discutir temas como envelhecimento, extremismo, racismo, consumismo, fundamentalismo religioso, necropolítica, misoginia e heteronormatividade. Para isso, serão analisadas obras como The Amusement Park (1975), de George A. Romero; A Coisa (1985), de Larry Cohen; Gênesis 22 (1999), de Jeferson De; Zumbis na Neve (2009), de Tommy Wirkola; Morto Não Fala (2018), de Dennison Ramalho; e They/Them – O Acampamento (2022), de John Logan, entre outras produções. Ao longo das atividades, serão articulados referenciais dos Estudos Culturais em Educação com análises fílmicas, buscando evidenciar como o horror pode constituir-se em uma importante ferramenta para compreender a sociedade contemporânea e os processos educativos que atravessam o cotidiano para além da escola.


Objetivos

O curso Telas do Medo: O Que o Horror nos Ensina?, ministrado por Lucas Bitencourt Fortes, vai analisar o potencial pedagógico presente nas produções cinematográficas do gênero de Horror, compreendendo-as como pedagogias culturais que produzem significados, ensinam modos de compreender o mundo e participam da constituição de identidades, diferenças e formas de subjetivação. Para tanto, o curso propõe discutir os principais conceitos que fundamentam esse campo de investigação, refletir sobre as pedagogias do horror e analisar diferentes produções cinematográficas, buscando compreender como questões sociais, políticas, culturais e educacionais são representadas e problematizadas por meio das narrativas do gênero.




Conteúdos 


Aula 1


- Breve história e conceituação do cinema de horror

- Das pedagogias culturais às pedagogias do horror

- Interfaces das pedagogias do horror

- O estigma do envelhecimento em The Amusement Park

- Controle social e o medo do Outro em Teenage Caverman

- Renascimento do extremismo em Zumbis na Neve (Dead Snow)

- Representações de negritude em Gênesis 22


Filmes de referência

Teenage Caveman (1958) - Roger Corman

The Amusement Park (1975) - George A. Romero

Zumbis na Neve (Dead Snow) (2009) – Tommy Wirkola

Gênesis 22 (1999) – Jeferson De



Aula 2


- Consumismo e a ameaça comunista em A Coisa

- O fundamentalismo religioso em Martin

- Identidade e necropolítica em Ninjas

- O horror heteronormativo em They/Them – O Acampamento

- Religião e militarismo em A Cor que Caiu do Espaço

- Machismo e misoginia em Morto Não Fala



Filmes de referência

A Coisa (1985) - Larry Cohen

Martin (1977) - George A. Romero

Ninjas (2010) – Dennison Ramalho

They / Them - O Acampamento (2022) – John Logan

A Cor que Caiu do Espaço (2016) - Petter Baiestorf

Morto Não Fala (2018) - Dennison Ramalho



Ministrante: Lucas Bitencourt Fortes

Doutorando em Educação pela UFRGS, na linha de pesquisa Arte, Linguagem e Currículo. Mestre em Educação pela ULBRA. Integrante da RIECEdu (Rede Internacional de Estudos Culturais em Educação) e do GRITEH! (Grupo de Reflexão e Investigação do Terror e Horror). Atualmente desenvolve pesquisas sobre o cinema de horror negro brasileiro, a partir das contribuições dos Estudos Culturais em Educação.



Curso
TELAS DO MEDO: 
O QUE O HORROR NOS ENSINA?
de Lucas Bitencourt Fortes


Datas
12 e 13 / Setembro
(sábado e domingo)

Horários
14h30 às 17h30

Duração
2 encontros presenciais
(carga horária: 6 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)


Material
Certificado de participação


Investimento

Lote 1 (até 23/08)
R$ 65,00

Lote 2
R$ 75,00



Formas de pagamento
Cartão de crédito (em até 3x)
Boleto
Depósito / Pix



FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO






Informações

cinema.cineum@gmail.com  /  Fone: (51) 99270-1352




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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Fronteiras do Documentário





Na contemporaneidade, as redes sociais, as práticas audiovisuais experimentais e as produções documentais tornaram-se palcos centrais para a expressão da identidade. Multiplicam-se, hoje, os gestos de exposição de si que atravessam diretamente o corpo e o desejo. Exemplos viscerais dessa tendência podem ser observados em obras como Deep Inside Annie Sprinkle (1981), de Annie Sprinkle; Filme para Poeta Cego (2012), de Gustavo Vinagre; Assexybilidade (2023), de Daniel Gonçalves; e Eros (2024), de Rachel Ellis.


Investigar o cinema documentário contemporâneo sob essa ótica exige compreendê-lo não apenas como um registro passivo da realidade, mas como uma prática poderosa de produção de subjetividade. Trata-se de construir ferramentas conceituais capazes de decifrar como essas formas de autoexposição operam no limite do risco e do excesso, dialogando frequentemente com o imaginário pornográfico. 

Em vez de moralizar ou normalizar tais representações, a proposta consiste em analisá-las como gestos estéticos que desafiam as fronteiras entre o visível e o proibido, o público e o privado, a confissão e a performance, a verdade e a encenação. Ao articular cinema, corpo e política, abre-se caminho para uma leitura crítica das imagens documentais, colocando sempre em questão os seus profundos efeitos éticos e subjetivos na sociedade atual.


Objetivos

O curso Fronteiras do Documentário: Sexo, Imagem e Verdade, ministrado por Luciana Tubello, propõe abordar o documentário contemporâneo a partir das relações entre sexo, imagem e regimes de verdade no audiovisual, tensionando as concepções tradicionais do gênero como mera representação do real. A partir da análise de filmes e fragmentos audiovisuais, as obras serão pensadas não como simples exposição de si, mas como práticas estéticas e políticas que produzem modos de ver, dizer e constituir sujeitos em direto confronto com os regimes normativos de visibilidade.




  ATENÇÃO  

Esta atividade é proibida para menores de 18 anos.



Conteúdos


Aula 1

Parte 1: Introdução ao Cinema Documentário

- Breve história do cinema documentário

- Os principais modos de abordagem no documentário


Parte 2: Borrando Fronteiras

- Pornografia x Documentário: a verdade da imagem

- Ficção versus Realidade: a verdade do encontro


Filmes de referência:

- Deep Inside Annie Sprinkle (1981), de Annie Sprinkle

- Filme para Poeta Cego (2012), de Gustavo Vinagre

- E Agora? Lembra-me (2013), de Joaquim Pinto


Aula 2

Parte 1: Jogos de Verdade, Poder e Resistência

- Corpo: campo de visibilidade e enunciação

- Sexo: campo de disputa discursiva


Parte 2: O Desaparecimento do Outro

- A plataformização do sexo


Filmes de referência:

- The Fall of Communism as Seen in Gay Pornography (1998), de William E. Jones

- O Céu Sobre os Ombros (2011), de Sérgio Borges

- Assexybilidade (2023), de Daniel Gonçalves

- Eros (2024), de Rachel Ellis

 


Ministrante: Luciana Tubello

Mestra em Educação pela UFRGS com nas áreas de cinema, educação e formação de públicos. Assistente de produção executiva do projeto RodaCine, voltado à difusão do audiovisual, e responsável pela curadoria e produção da Sessão Quintaninha, dedicada ao público escolar e integrada à programação da Cinemateca Paulo Amorim. Desenvolveu projetos de formação e produção audiovisual com financiamento do Pró-Cultura RS FAC. Atualmente, pesquisa as relações entre sexo, imagem e constituição do sujeito no documentário contemporâneo.




Curso
FRONTEIRAS DO DOCUMENTÁRIO: 
SEXO, IMAGEM E VERDADE
de Luciana Tubello


Datas
15 e 16 / Agosto
(sábado e domingo)

Horários
14h30 às 17h30

Duração
2 encontros presenciais
(carga horária: 6 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)


Material
Certificado de participação


Investimento

Lote 1 (até 26/07)
R$ 65,00

Lote 2
R$ 70,00


Formas de pagamento
Cartão de crédito (em até 3x)
Boleto
Depósito / Pix






Informações

cinema.cineum@gmail.com  /  Fone: (51) 99270-1352




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