

O cinema argentino é uma das cinematografias mais ricas e influentes da América Latina, um espelho fiel das transformações sociais, políticas e econômicas do país ao longo de mais de um século. Conhecer sua história significa entender não apenas os filmes que marcaram épocas, mas também as crises, as renovações e as resistências que moldaram a identidade cultural da Argentina.
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A trajetória começa com a chamada época de ouro (décadas de 1930 e 1940), quando grandes estúdios como Lumiton e Argentina Sono Film, estrelas icônicas (Libertad Lamarque, Luis Sandrini, Zully Moreno) e gêneros populares — melodramas, comédias, musicais tangueros e policiais — transformaram o país na maior potência comercial do cinema latino-americano, até o declínio provocado por profundas crises nos anos 1950.
Depois vieram as vanguardas: a Generación del 60, que trouxe realismo, baixo orçamento e cinema de autor nos anos 1960 (com nomes como Manuel Antín e Rodolfo Kuhn); e o Nuevo Cine Argentino, a partir dos anos 1990, que resgatou essa força autoral em meio a novas turbulências econômicas, com diretores como Pablo Trapero, Lucrecia Martel, Adrián Caetano e Daniel Burman alcançando projeção internacional. Nos últimos trinta anos, escolas como a FUC e a ENERC/INCAA formaram gerações de realizadores (Santiago Mitre, Lisandro Alonso, Rodrigo Moreno) que hoje enfrentam um cenário desafiador, marcado pela redução de apoios estatais e pela busca por novos caminhos, do cinema independente às plataformas de streaming.
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Objetivos
O Curso HISTÓRIA DO CINEMA ARGENTINO: A INDÚSTRIA, AS VANGUARDAS E O CONTEXTO CONTEMPORÂNEO, ministrado por Rafael Valles, pretende apresentar as obras fundamentais e as principais tendências estéticas e políticas que moldaram a história do cinema argentino ao longo das décadas. O objetivo é proporcionar uma compreensão das glórias, crises e resistências que fizeram do cinema argentino um dos mais relevantes da América Latina.
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Conteúdos
Aula 1
- A indústria: o crescimento, o
auge e o declínio da época de ouro do cinema argentino.
- La Generación del 60: renovação estética e política. Uma geração sem
êxitos comerciais, mas que até hoje é referência para as novas gerações.
- A ditadura militar nos anos 1970 e o declínio do cinema argentino.

Aula 2
- Anos 1980 e 1990: a busca por
um cinema comercial e de qualidade.
- El Nuevo Cine Argentino: um cinema diverso que afirma uma renovação
estética e a consolidação do cinema de autor.
- Contexto contemporâneo: as escolas de cinema, a importância do INCAA (e sua ausência) e a era dos streamings.
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Ministrante: RAFAEL VALLES
Docente, escritor, pesquisador e realizador audiovisual. Doutor em Comunicação Social pela PUCRS. Mestre em Cinema Documentário pela Fundación Universidad del Clne (FUC / Buenos Aires - Argentina - 2011) Professor no Mestrado em Cinema Documentário, na Universidad del Cine (FUC - Argentina, 2023); no Curso de Cinema e Audiovisual e no Curso de Animação, na Universidade Federal de Pelotas (UFPEL, 2019) e no Curso de Cinema da UNISUL, 2012. Ministrou o curso online "Tendências do Cinema Documentário" (Museu da Imagem e do Som - MIS SP, 2023) e "Oficina Repertórios de Documentários" (IECINE, 2022). Organizador dos livros "50 Olhares Sobre o Cinema Gaúcho" e "Cinesofia: Estudos Sobre o Cinema Gaúcho". Já ministrou os cursos “O Que É Documentário?” (2013 e 2015), “Laboratório de Produção – Documentário de Criação” (2013), “Filme-Ensaio” (2017 e 2024) e “Cinema do Eu” (2019 e 2020), pela Cine UM.



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