domingo, 3 de abril de 2016

Cinema Brasileiro nos Anos de Chumbo




Apresentação

Em quatro olhares o curso pretende abordar a relação da produção cinematográfica brasileira com o contexto histórico. Começaremos pelos anos imediatamente anteriores, pela movida cultural pré-golpe. Depois vamos falar dos anos de desgoverno e ditadura no país, com um cinema subjugado à censura e à repressão. No final dos anos 1970 chega a abertura política e o cinema se retomou e se reinventou frente ao novo cenário nacional. Por fim falaremos dos anos de democracia, quando o cinema brasileiro voltou os olhos para o passado para contar a história do país.
Eram os anos 1960, um grupo de jovens intelectuais influenciados pelo Neo Realismo Italiano e pela Nouvelle Vague Francesa lança um movimento cinematográfico chamado Cinema Novo e através de uma radiografia social tenta mostrar ao Brasil do Sudeste, do litoral, um outro país desconhecido, um país da seca do sertão nordestino, de fome e miséria.


Veio o Golpe e com ele a repressão e a censura. O cinema sob os auspícios do governo fazia comédias e filmes populares. O Estado determina: isto é popular e o cinema segue, sem questionar.
Começa a abertura política, lenta e gradual. O cinema vai se reinventando, agora com o peso forte da televisão que foi alçada à voz oficial da nação pelo Estado. O cinema era menor, ficou para traz e teve de trilhar um caminho bastante árduo.
Vem a democracia e a sociedade se reinventa, o país volta a ser do povo brasileiro e o cinema, assim como o povo é. Novos cineastas, novos modos de produção e um olhar atento ao passado recente, tão duro e ao mesmo tempo tão inexplorado.


Objetivos

O curso CINEMA BRASILEIRO NOS ANOS DE CHUMBO, ministrado por Flávia Seligman, vai apresentar o cinema brasileiro e seus cenários contextuais antes, durante e depois da Ditadura Militar. O objetivo será capacitar ao aluno compreender e fazer relação entre os filmes feitos e seu contexto sócio histórico, além de proporcionar uma leitura aprofundada dos filmes representativos do período.

ATIVIDADE ABERTA A QUALQUER INTERESSADO.
NÃO É NECESSÁRIO NENHUM PRÉ-REQUISITO DE FORMAÇÃO
E/OU ATUAÇÃO NA ÁREA AUDIOVISUAL.


Conteúdo programático

Aula 1
  • O cinema se rebela. Influenciado diretamente pela Nouvelle Vague Francesa e pelo Neorrealismo Italiano, o cinema brasileiro vê lançar o Cinema Novo, um dos movimentos mais importantes da cultura do país que trouxe para as telas nacionais a questão política e sociológica do país. Filmes:  Vidas Secas (Nelson Pereira dos Santos, 1962); Deus e o Diabo na Terra do Sol (Glauber Rocha, 1964); Maioria Absoluta (Leon Hirszman, 1964); Terra em Transe (Glauber Rocha, 1967).
  • O cinema se adapta. As tendências estéticas do cinema brasileiro nos anos 1970, as comédias populares, os filmes históricos, o cinema erótico e o filme policial.

Aula 2
  • O cinema se retoma. Com a abertura política e a volta dos direitos civis o cinema brasileiro recomeça a se constituir como uma arte independente e relacionada com o mundo à sua volta. Filme: Cabra Marcado para Morrer (Eduardo Coutinho, 1984).
  • O cinema se retrata. Após a redemocratização do país a produção audiovisual brasileira transita entre o cinema e a televisão, criando novas plataformas. Nesse formato proliferam iniciativas de projetos que buscam, retratam e revisitam o passado recente. Filmes: O Que É Isso Companheiro (Bruno Barreto, 1997); O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (Cao Hamburger).

 Ministrante: Profª Dra. Flávia Seligman

Bacharel em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Famecos / PUC RS (1986). Mestre (1990) e Doutora (2000) em Cinema pela ECA/USP. Professora do Curso de Realização Audiovisual e do Curso de Jornalismo da Unisinos - RS, nas áreas de Estética, Cinema Brasileiro, Televisão e Produção. Professora de Cinema e de Semiótica, dos Cursos de Design e Jornalismo da ESPM - SUL em Porto Alegre.
Diretora, produtora e roteirista, realizou os filmes de curta-metragem Prazer em Conhecê-la (1987); Mazel Tov (1990); O Caso do Linguiceiro (1995); Um Dia no Mercado (1998) e A Noite do Senhor Lanari (2003); e os documentários de média-metragem O Povo do Livro (2001); Ilhas Urbanas (2005) e Certos Olhares (2008).
Vencedora do Edital de desenvolvimento de roteiro de longa-metragem de ficção SAV / MINC com o projeto Duas Iguais (2009), em fase de pré-produção. Desenvolveu a pesquisa "Globo Filmes para um Globo Público" junto ao Núcleo de Pesquisas e Publicações da ESPM–Sul. Dirigiu os curtas metragens O Último Chocolate (2013) e O Fusca e a Dona Hortência (2014), selecionados pelo projeto Histórias Curtas, da RBS TV, com exibições na TV aberta e na TV paga (Canal Brasil).



Curso
CINEMA BRASILEIRO NOS ANOS DE CHUMBO
de Flávia Seligman

DATAS
23 e 24 / Abril (sábado e domingo)

HORÁRIO
9h30 às 12h30

DURAÇÃO
2 encontros presenciais (6 horas / aula)

LOCAL
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo
(Rua dos Andradas, 1223 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)

INVESTIMENTO
R$ 80,00
(Valor promocional de R$ 70,00 para as primeiras 10 inscrições por depósito bancário)
** VALOR PROMOCIONAL ESGOTADO **

FORMAS DE PAGAMENTO
Depósito bancário / Cartão de Crédito (PagSeguro)

MATERIAL
Certificado de participação e Apostila (arquivo em PDF)

INFORMAÇÕES
cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 9320-2714

REALIZAÇÃO

PATROCÍNIO

PARCERIA


INSTRUÇÕES PARA EFETUAR A INSCRIÇÃO

1) Preencha e envie o formulário abaixo.
2) Pagamento por Depósito Bancário: após enviar o formulário você receberá as orientações.
3) Pagamento por Cartão de Crédito: após enviar o formulário, retorne ao blog e clique no botão do PagSeguro.
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quinta-feira, 17 de março de 2016

A Arte de Contar Histórias








Apresentação

O Workshop A Arte de Contar Histórias é um mergulho no universo da linguagem e produção cinematográfica, forjado a partir de uma combinação entre referência e processo. Vamos assistir e debater cenas, ideias, criações e elementos artísticos que foram inovadores notabilizando filmes, séries, conteúdos multiplataformas. A capacidade de invenção narrativa e construção visual, que despertam os estímulos sensoriais pela originalidade e ousadia, serão matérias de estudo e análise através dos conceitos teóricos de roteiro, direção, produção, som e trilha para cinema, TV e WEB.



Objetivos

O Workshop A Arte de Contar Histórias, ministrado por Alexandre Derlam, com participação de Bebeto Alves, visa capacitar ou aperfeiçoar a visão crítica dos alunos a respeito das técnicas e recursos de linguagem e narrativa cinematográfica na construção de histórias em cinema, televisão, web e outras plataformas. A metodologia criada visa estudar os principais elementos indispensáveis para a realização de uma história. Serão exibidas sequências e cenas de LM, CM, trechos de episódios de séries e conteúdos da WEB, com análise de personagens, do controle de tempo cênico, da narração e produção. O workshop objetiva ampliar o interesse na arte cinematográfica e criação artística com instrumentos que desenvolvam o senso crítico e estético.



Público alvo

A atividade foi planejada para interessados na produção audiovisual, alunos dos cursos de Cinema e Comunicação Social, profissionais ou amadores na área, e também cinéfilos em geral que desejam aprofundar conhecimentos e técnicas essenciais na criação de um estilo e uma linguagem original para suas realizações.


ATIVIDADE ABERTA A QUALQUER INTERESSADO.
NÃO É NECESSÁRIO NENHUM PRÉ-REQUISITO DE FORMAÇÃO
E/OU ATUAÇÃO PROFISSIONAL NA ÁREA.




Conteúdos

  • O que faz um filme ser um filme? O que é realização audiovisual para Cinema, TV e WEB? A importância  e atenção com o roteiro na proposta artística. Aspectos e detalhes indispensáveis para uma boa história. Aspectos decisivos para construir uma história original e envolvente. Conceitos, padrões e exemplos de Storyline e Storyteling.
  • Roteiro: Metodologia básica na realização de um roteiro, com análise de personagens, do controle de tempo cênico, da narração e produção, através da exibição e leitura de cenas de alguns dos filmes assistidos.
  • Pesquisa: O papel da pesquisa do tema que será filmado. As indicações, ideias e caminhos que uma pesquisa indica e define no processo de realização.
  • Elementos de linguagem: Análise dos elementos da linguagem em longas e curtas-metragens: Formas básicas e formas sutis. A capacidade da linguagem em provocar reações e comportamentos específicos. Filmes e séries que inovam/inovaram a linguagem cinematográfica.
  • Narrativa e linguagem: Uma breve linha de evolução. Análise e conceitos básicos. Escolas de cinema que simplificaram e encaminharam uma revolução na linguagem: Surrealismo, Neorrealismo italiano, Dogma 95.
  • Som e trilha sonora: Experimentos, associações e dissociações. Criatividade e técnica para utilizar imagem e som como métodos de expressão. Construção e resultado final. Esta etapa será ministrada pelo músico Bebeto Alves.
  • Direção: Dicas, processos de criação, métodos nas diversas etapas de realização de um filme: Escolha do tema, desenvolvimento do roteiro, definição do elenco e direção de atores, ensaios, improvisação, organização das filmagens.
  • Participação do roteirista Jânio Alves que abordará o processo de criação e experiência no cinema, TV e mercado.



Formadores

ALEXANDRE DERLAM é diretor de cena e roteirista. Graduado em Publicidade e Propaganda com especialização em Cinema (Unisinos /RS). Dirige para o mercado gaúcho há 20 anos. Produz publicidade, reportagem, documentário e ficção. No cinema é um realizador atuante. Dirigiu e roteirizou os documentários Papão de 54 e Mais uma Canção. E também dois curtas-metragens: Gildíssima e Rito Sumário. Seus filmes foram exibidos em vários festivais de cinema pelo país e na televisão. Foi diretor de cena nas produtora Estação Elétrica e Cubo Filmes. Atualmente é sócio diretor na Prosa Filmes.

BEBETO ALVES é músico, compositor, fotógrafo, artista visual.
Com quase trinta discos lançados, com músicas gravadas por Ana Carolina; Belchior; Ednardo; Kleiton e Kledir; Antonio Villeroy; Tânia Alves entre outros. Aos 59 anos o músico vem trabalhando exaustivamente como artista visual. Ligado à fotografia, expõe seus trabalhos imprimindo uma marca na área da arte digital. Bebeto Alves é um autodidata e costuma dizer que tanto a sua música, quanto a sua fotografia vem do cinema, onde tem se arriscado, da mesma forma.




Workshop
A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS
de Alexandre Derlam
Participação de Bebeto Alves

DATAS
09, 10, 16 e 17 / Abril (sábados e domingos)

HORÁRIO
15h às 18h

DURAÇÃO
4 encontros presenciais (12 horas / aula)

LOCAL
Cinemateca Capitólio
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Porto Alegre - RS)

INVESTIMENTO
R$ 180,00
(Valor promocional de R$ 150,00 para as primeiras 10 inscrições por depósito bancário)
*** VALOR PROMOCIONAL ESGOTADO ***

FORMAS DE PAGAMENTO
Depósito bancário / Cartão de Crédito (PagSeguro)

MATERIAL
Certificado de participação e Apostila (arquivo em PDF)

INFORMAÇÕES
cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 9320-2714

REALIZAÇÃO

PATROCÍNIO

APOIO
Cinemateca Capitólio



INSTRUÇÕES PARA EFETUAR A INSCRIÇÃO

1) Preencha e envie o formulário abaixo.
2) Pagamento por Depósito Bancário: após enviar o formulário você receberá as orientações.
3) Pagamento por Cartão de Crédito: após enviar o formulário, retorne ao blog e clique no botão do PagSeguro.
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quarta-feira, 2 de março de 2016

Análise e Interpretação


ATENÇÃO
INSCRIÇÕES ENCERRADAS






Apresentação

A primeira análise fílmica foi feita por Sergei Eisenstein em 1934. O mestre do cinema soviético se debruçou sobre 14 planos de O Encouraçado Potemkin (1925) para defender os princípios da montagem no ambiente hostil do realismo soviético, então em voga. Somente a partir do final dos anos 60, no âmbito acadêmico onde são criados os primeiros cursos de cinema, a análise fílmica começa a ganhar espaço como disciplina. Hoje, consolidada, é utilizada em suas múltiplas formas, permitindo leituras detalhadas e profundas de filmes nas diversas áreas do conhecimento.


Diferente da crítica cinematográfica, baseada em juízos de valor, a análise fílmica visa o conhecimento do filme como objeto cultural e discursivo. Não se trata de dizer, tão somente, se um filme é bom ou ruim. Importa, para a análise, compreender os significados do filme enquanto texto, assim como, investigar o contexto que lhe deu origem.

O objetivo da análise fílmica é produzir um conhecimento que vá além do nível da compreensão, disponível a qualquer espectador cinematográfico familiarizado com a linguagem audiovisual. Afinal, é da compreensão de suas intenções que depende o sucesso de um filme, seja de entretenimento ou de questionamento.


A análise fílmica vai além, atua no nível da interpretação, busca estabelecer o tema em torno do qual se organizam a história e a narrativa. Pode ser uma ferramenta para uso didático, ou um simples e prazeroso exercício de especulação, ampliando ainda mais o prazer da assistência de um filme.



Objetivos

O curso Análise e Interpretação de Filmes, ministrado por Fatimarlei Lunardelli, tem por objetivo apresentar as noções básicas da análise fílmica. Aborda a linguagem cinematográfica e apresenta métodos de leitura de filmes. Através de exercícios com cenas e sequências cinematográficas, são apresentadas as categorias do significado fílmico. Permite a distinção entre os significados referenciais e explícitos, capturados no nível da compreensão, daqueles que são implícitos e sintomáticos, decorrentes da atitude de interpretação.


Conteúdo Programático

Aula 1
O que é análise fílmica
Instrumentos da análise fílmica
Representação

Aula 2
O que é linguagem
Linguagem audiovisual
Elementos para leitura da linguagem audiovisual

Aula 3
Significados referenciais e explícitos
Significados implícitos e sintomáticos




Ministrante: Fatimarlei Lunardelli

Jornalista com mestrado e doutorado em cinema pela USP. Autora dos livros Ô Psit: O Cinema Popular dos Trapalhões (1996); Quando Éramos Jovens: A História do Clube de Cinema de Porto Alegre (2000) e A Crítica de Cinema em Porto Alegre na Década de 1960 (2008). Foi professora de Teoria, Crítica e Análise fílmica na Unisinos. É jornalista na UFRGS e vinculada à ABRACCINE e ACCIRS, entidades representativas da crítica cinematográfica brasileira e do Rio Grande do Sul. Já ministrou o curso "Federico Fellini: O Maestro", pela Cine UM em 2014.




Curso
Análise e Interpretação de Filmes
de Fatimarlei Lunardelli

DATA
21, 22 e 23 / Março (segunda, terça e quarta)

HORÁRIO
19h às 22h

DURAÇÃO
3 encontros presenciais (9 horas / aula)

LOCAL
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo
(Rua dos Andradas, 1223 - Porto Alegre - RS)

INVESTIMENTO
R$ 90,00
(Valor promocional de R$ 80,00 para as primeiras 10 inscrições por depósito bancário)
*** INSCRIÇÕES ENCERRADAS ***

FORMAS DE PAGAMENTO
Depósito bancário / Cartão de Crédito (PagSeguro)

MATERIAL
Certificado de participação e Apostila (arquivo em PDF)

INFORMAÇÕES
cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 9320-2714

REALIZAÇÃO

PATROCÍNIO

APOIO
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo

PARCERIA
Espaço Vídeo



INSTRUÇÕES PARA EFETUAR A INSCRIÇÃO

1) Preencha e envie o formulário abaixo.
2) Pagamento por Depósito Bancário: após enviar o formulário você receberá as orientações.

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