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Por mais que o recorte histórico dessa corrente seja bem delimitado – anos 1960 e 1970 –, o Cinema Estrutural norte-americano não deixa de abrir diálogo com um passado vanguardista, uma vez que muitos de seus estudos formais podem ser vistos nos filmes dadaístas dos anos 1920. Ainda que os direcionamentos de seus cineastas sejam pautados nas especificidades do aparato cinematográfico, é perceptível neles uma aparente influência do minimalismo, da arte conceitual e, até mesmo, da land art. Além disso, as próprias fronteiras geográficas que delimitam o início do cinema estrutural deixam de ser respeitadas, fazendo com que resquícios de sua filosofia cinematográfica possam ser vistos, por exemplo, em experimentações fílmicas de artistas visuais brasileiros como Antônio Dias e Paulo Bruscky.
Longe de ser uma corrente homogênea, o cinema estrutural norte-americano pode ser interpretado como uma vertente cinematográfica que não está unida por supostas semelhanças estilísticas, mas sim por um ímpeto subversivo do material base que constitui o cinema: a imagem em (aparente) movimento.
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Objetivos
O curso CINEMA ESTRUTURAL: UMA BATALHA CONTRA A ILUSÃO, ministrado por Frederico Franco, tem como objetivo analisar as principais características estéticas e as principais obras que moldaram o Cinema Estrutural norte-americano ao longo dos anos 1960 e 1970. Ao longo dos encontros, serão observados seus diálogos com sua herança vanguardista, os debates que formaram o movimento, possíveis interlocuções com as artes visuais e reflexos no cinema brasileiro. Ao final, busca-se compreender como o estrutural não representa apenas uma força reativa formal, mas também um instrumento de subversão política.
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Conteúdos
Aula 1
- Protótipos: uma
herança vanguardista, do dadaísmo a Andy Warhol.
- Debates: as
publicações de P. Adams Sitney e Georges Maciunas.
- Conflitos: o
estrutural versus o institucional.
- Ilusões:
arbitrariedade, espaço e tempo.

Aula 2
- Diálogos: Michael
Snow, cinema estrutural e arte contemporânea.
- Teorias: a
organização teórica por Peter Gidal.
- Reflexos: o
estrutural no Brasil e no cinema contemporâneo.

Ministrante: Frederico Franco
Pesquisador e crítico de cinema. Bolsista
de Doutorado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(PPGAV | UFRGS), na linha de pesquisa Imagem, cultura e memória. Mestre em
Cinema e Artes do Vídeo pela Universidade Estadual do Paraná (PPG-CINEAV |
UNESPAR). Autor de artigos e um capítulo de livro a respeito do cinema
estrutural e da obra de Michael Snow. Atualmente pesquisa interlocuções entre
cinema experimental e artes visuais, cinema experimental brasileiro e cultura
marginal a partir da obra de Torquato Neto.




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