domingo, 9 de fevereiro de 2020

Agnès Varda









Apresentação

A cineasta belga Agnès Varda (1928-2019) foi uma das poucas mulheres diretoras do período de revolução sociocultural do pós-guerra, nas décadas de 50 e 60. Precursora, o seu primeiro longa-metragem "La Pointe-Courte" (1955) antecipou as características do movimento artístico que explodiu na frança e repercutiu no mundo inteiro, os chamados "Novos Cinemas". Varda pertencia ao grupo da "margem esquerda" da Nouvelle Vague, junto dos realizadores Alain Resnais, Chris Marker, Jacques Demy e Henri Colpi, que se caracterizava por seu ativismo político, enquanto a "margem direita", da qual faziam parte François Truffaut, Jean Luc-Godard, Jacques Rivette, Claude Chabrol e Eric Rohmer, era regida pela cinefilia e pela atividade crítica na Cahieurs du Cinéma. Em comum, os dois grupos tinham André Bazin, teórico criador da Cahieurs, que havia trabalhado com Chris Marker na Travail et Culture - associação de militância cultural parisiense fundada no pós-guerra - e a recusa pelo "cinema de qualidade francês", pautado por adaptações literárias de grandes clássicos e que pouco se relacionava aos dramas e anseios da juventude francesa.


Os ecos dessa ruptura cinematográfica proposta pela Nouvelle Vague prolongam-se ao longo de toda a obra de Agnès Varda, que foi a única mulher a participar do movimento. Em seus filmes, a cineasta transita entre o pessoal e o político, o público e o privado, o documentário e a ficção, tecendo narrativas singulares baseadas na troca entre quem filma e àqueles que são filmados. Além disso, diferente da maior parte dos realizadores do período, não é o cinema o principal motor de suas escolhas estéticas, mas a pintura, a fotografia, a literatura, etc. Portanto, é a partir desse cinema impuro (como defendia Bazin), que bebe tanto do próprio cinema quanto das outras artes, tanto em si quanto no outro, que Varda constrói a sua cinescrita, um cinema autoral em que o estilo está intrinsecamente ligado à autonomia e a liberdade de escolhas.


"A mise en scène não é mais um meio de ilustrar ou de apresentar uma cena, mas uma verdadeira escritura. O autor escreve com a câmera como o escritor escreve com a caneta."
(Alexandre Astruc, em seu texto "Nascimento de uma nova vanguarda: a caméra-stylo", de 1948)

Ao longo de seus setenta anos de carreira, Agnès Varda produziu mais de cinquenta filmes entre documentários, ficções, musicais e filmes ensaio, além de possuir uma carreira intensa nas artes visuais.



Objetivos

O Curso Agnès Varda: Pioneira da Nouvelle Vague, ministrado por Daniela Strack, vai analisar os ecos da Nouvelle Vague na construção do cinema autoral de Agnès Varda, desmembrando as características essenciais da sua "cinescrita". Para tanto, será analisado e estudado o contexto histórico e as mudanças socais dos anos 50 e 60 que repercutiram no movimento; o engajamento político de Varda e o seu olhar para o "outro" e a influência das outras artes (pintura, fotografia e literatura) na construção de seus filmes.

Conteúdos

Aula 1
Desvendando a cinescrita de Agnès


- À esquerda da Nouvelle Vague: La Pointe-Courte (1954); A Ópera-Mouffe (1955) e Cléo das 5 às 7 (1962)
- Fotografia e composição de quadro: Saudações, Cubanos! (1964), Une Minute Pour Une Image (1983)
- Engajamento político: Os Panteras Negras (1968), Resposta das Mulheres: Nosso Corpo, Nosso Sexo (1975) e Uma Canta, a Outra Não (1977)
- Pintura e Retrato: Jane B. por Agnès V. (1988)




Aula 2
A cineasta apaixonada pelo "outro"


- O amor por Jacques Demy: Jacquot de Nantes (1991), L'univers de Jacques Demy (1995)
- Além do mediterrâneo: Tio Yanco (1967) e O Amor dos Leões (1969), Amor e Prazer no Irã (1976)
- Catadora de imagens: Os Catadores e Eu (2000), Les Glaneurs et la Glaneuse... Deux Ans Après (2002), Visages, Villages (2017)
- Uma escrita de si: Daguerréotypes (1976), As Praias de Agnès (2008), Varda por Agnès (2019)


Ministrante: Daniela Strack
Mestranda em Comunicação pela UFRGS e graduada em Produção Audiovisual pela PUCRS (2014). Trabalha como Assistente de Direção no mercado cinematográfico desde 2012, com destaque para os longas-metragens Tinta Bruta (Filipe Matzembacher e Márcio Reolon, 2018) vencedor do Teddy Award de Melhor Longa-metragem e do CICAE Art Cinema Award (prêmio da Confederação Internacional de Cinemas de Arte) no 68º Festival Internacional de Cinema de Berlim, além de Melhor Filme no Festival do Rio (2018) e Raia 4 (Emiliano Cunha, 2019) vencedor dos prêmios de Melhor Longa-metragem gaúcho, Melhor Fotografia e Melhor Longa-metragem do Júri da Crítica no 47º Festival de Cinema de Gramado. É membro-fundadora do Cineclube Academia das Musas - com foco no estudo de produções dirigidas por mulheres - e editora da revista digital produzida anualmente pelo grupo. É membro da ACCIRS (Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul) e atual presidente da APTC-RS (Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos do Rio Grande do Sul).




Curso
Agnès Varda: Pioneira da Nouvelle Vague
de Daniela Strack


Datas
14 e 15 de Março (sábado e domingo)

Horário
14h às 17h

Duração
2 encontros presenciais (6 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio / Sala Décio Andriotti
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - 3º andar - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)


Material
Apostila (PDF) + Certificado de Participação + Caneta


Investimento
R$ 100,00

Formas de pagamento
Cartão de Crédito (em até 2x)
Depósito / Transferência bancária
PicPay


***
Promoção: R$ 90,00
(* Valor promocional esgotado!)



Informações
cineum@cineum.com.br  /  Fone: (51) 99320-2714

Realização
Cine UM Produtora Cultural

Apoio
Cinemateca Capitólio


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Instruções para efetuar a inscrição

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Curso de Férias: Cinema do EU







de Rafael Valles


Apresentação

Entender o contexto sócio-histórico em que vivemos atualmente passa por analisar como o Eu é concebido pelas narrativas de cunho autobiográfico. É nesse sentido que se torna cada vez mais desafiante pensar o excesso de relatos íntimos, o sentido relativo que assume a relação entre o público e o privado e o quanto o Eu condiciona-se por um sentido performático que embaralha a relação entre autor, narrador e personagem.


Muito antes do "fascínio suscitado pelo exibicionismo" (Sibilia, 2008, p. 263) mostrado hoje nas redes sociais, o cinema procurou pensar a questão do Eu através de autores e obras que buscaram no autorretrato, a criação de uma concepção poética. O Eu no audiovisual evidencia um ser plural, ao transitar desde a prática de registros caseiros, passando pela questão do amateur, assim como a criação de dispositivos que elaboram um processo de busca do autor sobre a sua própria trajetória e/ou de sua família. O cinema feito em primeira pessoas traz uma outra perspectiva para pensar o Eu, problematizando a forma como concebemos a representação cinematográfica.


Através de aulas expositivas, esse curso pretende mostrar como o entendimento sobre as narrativas de cunho autobiográfico também passam por conceber como o/a realizador(a) procura compreender a si próprio frente a sua condição sócio-histórica e a relação que estabelece com a linguagem cinematográfica.


Objetivos

O Curso CINEMA DO EU - FILMES EM PRIMEIRA PESSOA, de Rafael Valles, vai explorar obras e autores que são importantes para um entendimento sobre a questão do Eu no cinema/audiovisual. A proposta é analisar de que formas os autorretratos proporcionam uma outra visão sobre temas como identidade, memória e história. O curso buscará uma reflexão sobre como os suportes técnicos e a criação de dispositivos são fundamentais na construção narrativa das obras realizadas em primeira pessoa.
Conteúdos

Aula 1
- Autorretrato, autobiografia, autoficção: delimitações dos conceitos;
- Stan Brakhage: entre registros caseiros e cinema amateur;
- O filme-diário: Jonas Mekas, David Perlov;
- A construção do Eu na obra de Chantal Akerman e Boris Lehman.


Aula 2
- O vídeo, a performance e o autorretrato;
- A imagem que falta e a pós-memória: a relação identidade, memória e história;
- Filmes de busca: o dispositivo de criação;
- A construição do Eu em filmes de Robert Kramer, Albertina Carri, Rithy Panh, Joaquim Pinto, Petra Costa.


Ministrante: Rafael Valles
Docente, pesquisador, documentarista. Doutor em Comunicação Social pela PUCRS (2018). Realizou Doutorado Sanduíche (Bolsa PDSE - CAPES) na Facultad de Humanidades, Comunicación y Documentación, na Universidad Carlos III de Madrid (Espanha - 2017). Mestre em Cinema Documentário pela Fundación Universidad del Cine (FUC / Buenos Aires - 2011). Atualmente é professor nos cursos de Cinema / Audiovisual e Animação, na Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Autor de artigos acadêmicos relacionados aos estudos sobre o audiovisual, publicados em revistas como Devires (UFMG), Contracampo (UFF), Galáxia (PUCSP), E-Compós (Compós). Autor do Livro "Fotogramas de la memoria - Encuentros con José Martínes Suárez" ((Argentina, INCAA - ENERC, 2ed., 2018). Já realizou os cursos "O Que é Documentário?" (2013, 2014 e 2015), "Laboratório de Produção - Documentário" (2013) e "Filme-Ensaio: A Experiência do Cinema" (2016 e 2017).



Curso de Férias
Cinema do Eu:
Filmes em primeira pessoa
de Rafael Valles


Datas
15 e 16 de Fevereiro (sábado e domingo)

Horário
14h às 17h

Duração
2 encontros presenciais (6 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio Petrobras / Sala Décio Andriotti
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - 3º andar - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)

Investimento
R$ 90,00 (Cartão de crédito)



* PROMOÇÃO COMBO
ATENÇÃO: Válido apenas para pagamento por depósito / transferência
a) 1 Curso de Férias: R$ 80,00
b) 2 Cursos de Férias: R$ 70,00 (p/curso)
c) 3 Cursos de Férias: R$ 60,00 (p/curso)
d) 4 Cursos de Férias: R$ 50,00 (p/curso)


Informações
cineum@cineum.com.br  /  Fone: (51) 99320-2714

Realização
Cine UM Produtora Cultural

Apoio
Cinemateca Capitólio Petrobras



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sábado, 25 de janeiro de 2020

Curso de Férias - A Arquitetura do Cinema








de Paulo Leônidas



Apresentação

Cinema e Arquitetura são formas artísticas e práticas espaciais que constroem o espaço. Ao analisar o desenvolvimento espacial de uma determinada obra do cinema, inevitavelmente esbarra-se na relação tempo-espaço e na percepção arquitetônica e/ou urbanística da cenografia.


Acompanhando a história do seu desenvolvimento, vemos que o cinema, enquanto meio de produção do espaço, sempre definiu a si mesmo tanto como uma prática arquitetônica, quanto como uma prática urbana, constantemente reinventando o espaço.

Paralelamente aos aspectos físico-espaciais de um filme, entram em cena também dois outros elementos artísticos fundamentais e definidores da "visão de mundo" proposta pelos realizadores. Além dos espaços e da arquitetura em si, existem ainda os objetos de cena (e suas funções) e as cores (e seus significados), definidos pelas escolhas da cenografia e da direção de arte. Todo este tecido de elementos estáticos, sempre - ou tanto quanto possível - são variáveis definidoras do resultado final do que chamamos de "a cara de um filme".


Objetivos

O curso A Arquitetura do Cinema, ministrado por Paulo Leônidas, se propõe a analisar o cinema e a sua arquitetura através das suas formas básicas de expressão do espaço. As aulas abordarão estudos minuciosos de muitas obras cinematográficas importantes através de desenhos de filmagens, plantas baixas, cortes e perspectivas da arquitetura destes filmes, visando a qualificação de profissionais e interessados em geral nesta área do conhecimento.


Público alvo
Esta atividade é aberta a todos os públicos. Não há nenhum pré-requisito de formação e/ou atuação profissional.



Conteúdos


Aula 1

Introdução teórica
Abordagem da relação entre Cinema e Arquitetura.

Diálogo através do espaço real
Um cinema sem cenários. Sombras e perspectivas. Movimentos de câmera e enquadramentos. A realidade estilizada. O cinema que manipula a arquitetura
Exemplos estudados no curso

* O Realismo Italiano - Roma, Cidade Aberta (Roberto Rossellini, 1945) / Ladrões de Bicicletas (Vittorio De Sica, 1948)

* A Nouvelle Vague de Godard - O Desprezo (Jean-Luc Godard, 1963)

* O Cinema Novo - Deus e o Diabo na Terra do Sol (Glauber Rocha, 1964)

* Le Corbusier (arquiteto) - O Homem ao Lado (Gaston Duprat e Mariano Cohn, 2011)

* Museu Gugenheim - Trama Internacional (Tom Tykwer, 2000)


Aula 2

O diálogo através do cenário
A construção de cenários. Estúdios fechados. Iluminação e condições climáticas. Locações e ambientes reais.


Exemplos estudados no curso

* O Expressionismo Alemão - O Gabinete do Dr. Caligari (Robert Wiene, 1920)

* A maestria de Hitchcock - Janela Indiscreta (Alfred Hitchcock, 1954)

* A paisagem urbana de Tati - Playtime - Tempo de Diversão (Jacques Tati, 1967)

* A herança do Dogma - Dogville (Lars Von Triers, 2003)


O diálogo através da visão distópica
O cinema pós-moderno da era pós-industrial. A visão de futuro das cidade. As interferências da arquitetura no cinema. A sociedade cibernética e seus estilos arquitetônicos. A cidade opressora. A cidade onipresente.


Exemplos estudados no curso

* A invenção - Metrópolis (Fritz Lang, 1927)

* O sentimento futurista - Blade Runner - O Caçador de Andróides (Ridley Scott, 1982)

* Um mundo à parte - Star Wars (George Lucas, 1977)

* Um futuro próximo - Gattaca - A Experiência Genética (Andrew Niccol, 1997)

* Futuro do pretérito - O Quinto Elemento (Jean-Luc Besson, 1997)


Ministrante: Paulo Leônidas
Graduado em Arquitetura (UFRGS). Pós-graduado em Arquitetura (PROPAR / UFRGS / Architectural Association School of Architecture - Londres). Mestrado em Arquitetura (PROPAR / UFRGS). Professor visitante na Escola de Arquitetura / Universidade de Varsóvia (Polônia) e na Architectural Association School of Architecture - Londres.
Conferencista, cenógrafo, cineasta, escritor e roteirista de cinema e séries de TV. Lançou os livros "Romeu e Julieta 1844" (romance, 2015) e "DezMiolados" (coletânea de autores, 2019). É autor de inúmeros artigos e textos  acadêmicos.


Curso de Férias
A Arquitetura do Cinema
de Paulo Leônidas


Datas
08 e 09 de Fevereiro (sábado e domingo)

Horário
14h às 17h

Duração
2 encontros presenciais (6 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio Petrobras / Sala Décio Andriotti
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - 3º andar - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)

Investimento
R$ 90,00 (Cartão de crédito)



* PROMOÇÃO COMBO
ATENÇÃO: Válido apenas para pagamento por depósito / transferência
a) 1 Curso de Férias: R$ 80,00
b) 2 Cursos de Férias: R$ 70,00 (p/curso)
c) 3 Cursos de Férias: R$ 60,00 (p/curso)
d) 4 Cursos de Férias: R$ 50,00 (p/curso)


Informações
cineum@cineum.com.br  /  Fone: (51) 99320-2714

Realização
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Curso de Férias - A Crítica de Cinema Hoje






Participação de Daniel Feix no Programa "Radar" (TVE RS) - 23/01/2020



de Daniel Feix



Apresentação

Historicamente, a crítica de cinema se consolidou em duas instâncias: o jornalismo e a pesquisa acadêmica. As naturezas convergentes desses dois polos permitem pensá-la como algo único, mas sem deixar de lado suas particularidades.


No ambiente contemporâneo, em que o jornalismo passa por reformulações de discursos e práticas, em grande parte motivados pela mudança de suportes e mídias, essas particularidades parecem se acentuar. Contudo, paradoxalmente, surgem novos pontos de convergência: o crescimento exponencial da produção provoca uma necessidade de seleção prévia de filmes, tendências e movimentos escolhidos para serem objetos da crítica, o que resulta em olhares de perspectiva semelhantes, necessariamente distanciados, seja na crítica de imprensa ou na academia.

Além disso, as reconfigurações das noções de autoria, na contemporaneidade (com as cooperativas de produção, as colaborações e coproduções, além da facilidade tecnológica que permite a criação solitária mesmo na mais coletiva das artes), modificam a maneira como olhamos para os filmes — para refletir sobre eles no dia a dia (em blogs, revistas, redes sociais, vídeos ou jornais) e, também, em estudos mais aprofundados (de caráter científico).

Neste curso, vamos lembrar brevemente características históricas da crítica em ambas as instâncias para, depois, pensar de maneira mais aprofundada sobre essa convergência contemporânea. Nossa base serão as propostas de análise fílmica como metodologia conforme elaborada por autores como Aumont e Marie. Ao mesmo tempo, vamos refletir sobre a crítica a partir da dinâmica dos encontros que, segundo Migliorin, reconfiguram as noções de autoria nos filmes — poderiam, do mesmo modo, reconfigurar a própria reflexão sobre os filmes?


Objetivos

O Curso A Crítica de Cinema Hoje, ministrado por Daniel Feix, a partir da análise de trechos de artigos publicados, pretende observar como a crítica se estrutura na contemporaneidade, tendo como referenciais, ainda, os estudos do norte-americano David Bordwell (teórico e historiador do cinema) e o pensamento do crítico francês Jean-Michel Frodon. Em sua recente passagem por Porto Alegre, no seminário “O Estado da Crítica” (realizado pela ACCIRS e Unisinos) Frondon defendeu que o texto crítico possui um estatuto próprio, cuja potência advém da sua própria forma.


Conteúdos

Aula 1
Breve história da crítica.
A pesquisa acadêmica e o jornalismo.
Os gêneros do texto.
A análise fílmica: questões teóricas.
A anatomia da interpretação.
A estrutura do texto.

Aula 2
A crítica hoje: o suporte e a linguagem.
Tendências, movimentos e questões de autoria na contemporaneidade.
Pensar a imagem hoje.
Pensar o texto no ambiente contemporâneo.


Ministrante: Daniel Feix
Jornalista e crítico de cinema. Graduado pela PUCRS (2000) com Mestrado em 2018, onde defendeu a tese "Da entrevista à observação da ação: A tendência realista fabular no cinema brasileiro pós-2010". Atua em veículos de imprensa de Porto Alegre. Foi editor da revista de cultura “Aplauso” e atualmente é editor e crítico no jornal Zero Hora. Tem artigos publicados em livros como Bernardet 80 (Paco Editorial), Os 100 Melhores Filmes Brasileiros (Letramento) e Os Filmes que Sonhamos (Lume). Presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS) e integrante da Associação de Críticos de Cinema (ABRACCINE). Lançou em 2019 a biografia "Teixeirinha - Coração do Brasil" (Diadorim Editora). Ministrou o curso “Cinema Independente Brasileiro” pela Cine UM (2017).


Curso de Férias
A Crítica de Cinema Hoje
de Daniel Feix


Datas
25 e 26 de Janeiro (sábado e domingo)

Horário
14h às 17h

Duração
2 encontros presenciais (6 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)

Investimento
R$ 90,00 (Cartão de crédito)



* PROMOÇÃO COMBO
ATENÇÃO: Válido apenas para pagamento por depósito / transferência
a) 1 Curso de Férias: R$ 80,00
b) 2 Cursos de Férias: R$ 70,00 (p/curso)
c) 3 Cursos de Férias: R$ 60,00 (p/curso)


Informações
cineum@cineum.com.br  /  Fone: (51) 99320-2714

Realização
Cine UM Produtora Cultural

Apoio
Cinemateca Capitólio Petrobras



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FICHA DE INSCRIÇÃO

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