sábado, 19 de fevereiro de 2022

História do Cinema Gaúcho


 

Pensar na história do cinema é abrir um leque de possibilidades de abordagens que envolvem, por exemplo, os processos de produção, distribuição, divulgação, exibição, recepção, fomento, etc. Normalmente, voltamos o olhar para um dos produtos do processo de produção que é o filme de ficção e em longa-metragem, mas, e se em muitos momentos esse produto final não se realiza?



Essa perspectiva também faz parte da história do cinema. E no cinema feito no Rio Grande do Sul muitos foram os momentos em que se pensou que o estado seria a terra do curta-metragem ou a terra do cinejornal. A busca pela realização do longa-metragem ficcional movimentou o campo cinematográfico gaúcho ao longo de décadas. E ainda hoje o movimenta. Entender os motivos dessa busca e os percalços para atingir tal objetivo nos leva a compreender as especificidades do campo audiovisual no Rio Grande do Sul.


Para manter-se como polo produtivo importante, desde os anos 70, os realizadores precisaram desenvolver suas estratégias de produção: cinema de grupo, parcerias com emissoras de televisão, visão ampliada do audiovisual. Portanto, o modelo de produção audiovisual do Rio Grande do Sul está diretamente ligado às suas estratégias de sobrevivência, após décadas de dificuldades. Outra característica do cinema feito no estado são as temáticas dos filmes, que dialogam com a sua peculiar forma de ocupação do espaço e com um passado de guerras e de visões políticas dicotômicas.



Objetivos

O Curso História do Cinema Gaúcho, ministrado por Miriam de Souza Rossini, se propõe a analisar as condições de produção do cinema do estado ao longo de um século de existência, bem como observar algumas das construções temáticas e narrativas recorrentes na cinematografia do Rio Grande do Sul.



Conteúdos

Aula 1

Primeiras décadas, muitos percalços
Enfim o longa-metragem
Entre visões de cinema e conflitos geracionais
Parcerias para a sobrevivência


Aula 2

Cinema gaúcho ou cinema de Porto Alegre?
O litoral e as serras
O passado recontado em filmes




Atenção
Atividade presencial. Adotaremos todos os protocolos sanitários:
uso de máscara + álcool gel + comprovante vacinal


Ministrante: Miriam de Souza Rossini
Doutora em História (UFRGS), mestre em Cinema (USP) e graduada em Jornalismo (PUCRS) e História (UFRGS). Professora Associada da Universidade do Rio Grande do Sul, onde leciona "Comunicação Audiovisual" e "Cinema Brasileiro" no Departamento de Comunicação, e "Estética das Imagens Audiovisuais" no Programa de Pós-Graduação em Comunicação. É pesquisadora do Cinema Brasileiro há quase trinta anos, já tendo ministrado cursos e palestras em diferentes instituições de ensino no Brasil e exterior. É autora do livro “Teixeirinha e o Cinema Gaúcho" (Fumproarte, 1996) e de diversos artigos e capítulos de livros sobre o cinema brasileiro.


Curso
História do Cinema Gaúcho
de Miriam de Souza Rossini

Datas
12 e 13 de Março (sábado e domingo)

Horário
14h às 17h

Duração
2 encontros presenciais (6 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)

Investimento
R$ 80,00
Valor Promocional para as primeiras 10 inscriçõesR$ 65,00

Formas de pagamento
Boleto / Depósito ou transferência bancária / Pix

Material
Certificado de participação e Apostila

Informações
cineum@cineum.com.br  /  Fone: (51) 99320-2714

Realização
Cine UM Produtora Cultural

Apoio
Cinemateca Capitólio










segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Oficina de Roteiro de Cinema - Turma 19

 





** VAGAS LIMITADAS **
Início: 19/Março/2022


Apresentação

Oficina de Roteiro de Cinema (Turma 19) é uma atividade focada na criação e na redação do roteiro audiovisual, desde a ideia inicial, passando por seus diversos tratamentos, até a conclusão de um roteiro acabado para curta-metragem. Na Oficina serão estudados os princípios técnicos do trabalho de um roteirista. O desafio é: como escrever sem cair nas fórmulas pré-fabricadas?


O objetivo da Oficina de Roteiro de Cinema é oferecer aos participantes as ferramentas técnicas que deverão ser aliadas à criatividade para o desenvolvimento da escrita audiovisual. A proposta é que os participantes desenvolvam individualmente, até o final da Oficina, um roteiro completo para um curta-metragem, passando por todas as etapas de sua concepção.


A Oficina

Oficina de Roteiro de Cinema (Turma 19), ministrada pelo roteirista e escritor Marcelo Cortez, desenvolverá aulas teóricas e práticas de redação de roteiro para seriado, curta e longa-metragem. Serão 7 aulas presenciais semanais ao longo das quais cada aluno desenvolverá um roteiro de curta-metragem, com supervisão individual do professor. As aulas serão ministradas no Espaço Força e Luz (Porto Alegre), aos sábados pela manhã.


Público Alvo
A Oficina é aberta a todos os interessados. Não é necessário nenhum pré-requisito de formação e/ou atuação profissional para participar desta atividade.


Conteúdo das aulas

Introdução ao roteiro / Logline / Sinopse / Argumento / Escaleta / Estrutura / Personagens / Conflito / Descrição / Diálogos / Cenas


Metodologia
Aulas expositivas, leitura de roteiros, análises de filmes, estudo de textos de apoio, exercícios práticos, acompanhamento individual no desenvolvimento do roteiro e indicações bibliográficas.



Cronograma das aulas

(Sábados – das 10h às 12h30)
Encontro 1: 19 / Março
Encontro 2: 26 / Março
Encontro 3: 02 / Abril
Encontro 4: 09 / Abril
Folga: 16 / Abril
Encontro 5: 23 / Abril
Encontro 6: 30 / Abril
Folga: 07 / Maio
Encontro 7: 14 / Maio



 Ministrante: Marcelo Cortez
Formado em Letras pela UFRGS, estudou roteiro audiovisual na Vancouver Film School. Escritor de ficção e roteirista. Trabalha com roteiro para Televisão, Cinema e jogos de Videogame.



Oficina de Roteiro de Cinema
Turma 19
de Marcelo Cortez

Início
19 de Março de 2022 (sábado)

Horário
10h às 12h30

Duração
7 encontros semanais presenciais (17,5 horas / aula)

Local
Espaço Força e Luz
(Rua dos Andradas, 1223 / 6º andar - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)

Investimento
- Inscrição promocional (primeiras 5 inscrições): R$ 420,00*
- Inscrição normal: R$ 460,00*
* Parcelado em até 12x

Formas de pagamento
Cartão de crédito / Boleto

Material
Apostila (impressa) + Caneta personalizada
Certificado de participação

Informações
cineum@cineum.com.br  /  Fone: (51) 99320-2714

Inscrições

Contato: cineum@cineum.com.br



Apoio
Espaço Força e Luz

Realização
Cine UM Produtora Cultural






segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Cinema e Políticas de Estado

 




O Estado Nacional começou a participar definitivamente da produção cinematográfica brasileira nas décadas de 50 e 60. Antes disto, a participação oficial limitava-se a uma parca legislação, uma censura ferrenha, uma produção tendenciosa feita pelo DIP, à época do Estado Novo, e a atitudes idealistas, como a criação do Instituto Nacional de Cinema Educativo, o INCE, que se destinava a “promover e orientar a utilização da cinematografia especialmente como processo auxiliar do ensino, e ainda como meio de educação popular”.



Com a entrada dos militares no poder, em 64, e principalmente com a linha dura imposta a partir de 1968, a relação Cinema/Estado tomou um caráter cada vez mais estreito, com a instalação da censura e a criação da Embrafilme. Na redemocratização do país o cinema passou por várias fases, como a terra arrasada no Governo Collor e a Retomada a partir dos governos seguintes.

Objetivos

O Curso online CINEMA E POLÍTICAS DE ESTADO: DO INCE À ANCINE, ministrado por Flávia Seligman, vai abordar a participação dos diversos governos na legislação e no fomento ao Cinema Brasileiro, desde a Ditadura Vargas, com o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) e o Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE), até o surgimento da Agência Nacional de Cinema (ANCINE). O programa do curso tem base nas pesquisas de José Mário Ortiz Ramos, Anita Simis, Tunico Amâncio e Marcelo Ikeda, além dos mais de 30 anos de experiência em pesquisa e produção audiovisual da Cineasta e Professora Flávia Seligman.


Conteúdos

Aula 1

- A Ditadura Vargas e o Cinema: o DIP e o INCE

- O desenvolvimentismo dos anos 50 e o Cinema Novo

- O Golpe Militar, a Embrafilme e o INC

 

Aula 2

- A redemocratização e o Governo Collor

- A Retomada

- ANCINE, produção e mercado

Ministrante: Flávia Seligman

Professora universitária na área de Cinema e Televisão. Bacharel em Jornalismo pela Famecos PUC, Mestre e Doutora em Artes com opção em Cinema pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Atuou como professora no Curso de Publicidade e Propaganda da FAMECOS / PUCRS (1993-2001) e FABICO / UFRGS (1999-2003), no Curso de Design da ESPM SUL (2011-2016) e nos cursos de Realização Audiovisual, Publicidade e Propaganda, Jornalismo e Fotografia da Unisinos (2003-2020). Membro do Comitê Científico da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, gestão 2020/2021. Atualmente é professora substituta no Curso de Cinema e Audiovisual, da Universidade Federal de Pelotas, membro do Conselho Deliberativo da Socine, e avaliadora de Cursos da Educação Superior, credenciada pelo MEC. Já ministrou os cursos "Filme Comédia - O Cinema Que Faz Rir", “Cinema Brasileiro nos Anos de Chumbo” e “Cinema & Ditaduras na América Latina” pela Cine UM.


Curso online
CINEMA E POLÍTICAS DE ESTADO:
DO INCE À ANCINE
de Flávia Seligman


Datas
11 e 12 / Dezembro
(sábado e domingo)

Horário
14h às 16h30

Duração
2 encontros online
(carga horária: 5 horas / aula)

Material
Certificado de participação


Investimento
R$ 70,00 (parcelado em até 12x)

..PROMOÇÃO..
Valor Especial para as primeiras 10 inscrições:
R$ 60,00



Informações
cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 99320-2714




Realização



 



sábado, 20 de novembro de 2021

São Paulo

 




O cinema e a cidade moderna estabelecem uma relação mútua, onde a cinematografia testemunhou, registrou e discutiu o desenvolvimento da urbanidade moderna e suas transformações, mostrando-se como um relevante espelho da sociedade ao “criar” imagens e ideias sobre determinados lugares, muitas das vezes manipulando-as e influenciando-as.


Provavelmente, como nenhum outro método de visualização, como máquina do visível, o cinema consegue representar os espaços arquitetônicos como espaços vividos e habitados. O processo de criação dessa memória, profundamente ancorada nas experiências prévias do espectador, está não só relacionado com a realidade física dos espaços filmados, mas também com a relação vivencial que estabelecemos com outros elementos que constroem os mundos cinematográficos, quer sejam personagens, objetos, luzes, cores, texturas, sons ou narrativas.

A trajetória e a representação da cidade de São Paulo e de suas arquiteturas no cinema é extremamente rica e conta com muitos filmes ficcionais nacionais. Podemos ainda dizer que, em alguns filmes particularmente, ela é mais do que mera coadjuvante cênica, e que também ela não representa apenas uma realidade “imaginada”, mas é bastante eficaz em comunicar mensagens e concretizar significados essenciais relativos da ”realidade” de São Paulo e a sua arquitetura. 



representação da arquitetura paulistana nas imagens cinematográficas ficcionais acentua o interesse por nossa história, tanto pelas nossas mitologias urbanas quanto pelos nossos diversos tipos de representações. O edifício COPAN é um dos exemplos mais contundentes da imensa força da utilização das imagens enquanto veículo de representação e divulgação da Arquitetura. É também um potente exemplo de como a mídia cinemática representa os espaços arquitetônicos como espaços vividos e habitados e a concretização do processo de criação desta “memória” social. Toda vez que a representação iconográfica da cidade de São Paulo se faz necessária, o objeto arquitetônico COPAN é invocado a compor parte dessas ilustrações.


Objetivos

O Curso online SÃO PAULO A 24 QUADROS: UMA CIDADE DE CINEMA, ministrado por Paulo Leônidas, objetiva estabelecer uma análise sobre a arquitetura da cidade de São Paulo e como sua imagem arquitetônica e sua realidade é representada na cinematografia brasileira.

Porque apreendemos que a Arquitetura de São Paulo representada nas imagens cinematográficas é real? De que maneira estas representações podem nos ajudar a entender a cidade e suas arquiteturas?

partir destas e outras reflexões se buscará uma fundamentação analítica, teórica e instrumental para uma abordagem da intersecção entre a Arquitetura e a Cinematografia e suas representações.


Conteúdos

Aula 1

A Duplicidade / Domínios da Imagem / A Construção da Modernidade / Topologias da Cidade / A cidade à distância / A visão aérea e panorâmica / As habitações / Mobilidade e verticalidade

Filmes representativos e emblemáticos

 


Aula 2

A arquitetura icônica / Edifício COPAN e sua representação física e imaginária / O encontro através do olhar / Um objeto recordação / A cidade e a cidade-tela

Filmes representativos e emblemáticos


Ministrante: Paulo Leônidas

Graduado em Arquitetura (UFRGS). Pós-graduado em Arquitetura (PROPAR / UFRGS / Architectural Association School of Architecture - Londres). Mestrado em Arquitetura (PROPAR / UFRGS). Professor visitante na Escola de Arquitetura / Universidade de Varsóvia (Polônia) e na Architectural Association School of Architecture - Londres.

Conferencista, cenógrafo, cineasta, escritor e roteirista de cinema e séries de TV. Lançou os livros "Romeu e Julieta 1844" (romance, 2015) e "DezMiolados" (coletânea de autores, 2019). É autor de inúmeros artigos e textos acadêmicos. Ministrou o curso “A Arquitetura do Cinema” pela Cine UM.


Curso online
SÃO PAULO A 24 QUADROS:
UMA CIDADE DE CINEMA
de Paulo Leônidas


Datas
04 e 05 / Dezembro
(sábado e domingo)

Horário
14h às 16h30

Duração
2 encontros online
(carga horária: 5 horas / aula)

Material
Certificado de participação
+
Apostila (material didático)


Investimento
R$ 90,00 (parcelado em até 12x)

..PROMOÇÃO..
Valor Especial para as primeiras 10 inscrições (20% de desconto):
R$ 70,00



Informações
cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 99320-2714




Realização



 






quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Abbas Kiarostami

 






"O cinema começa com D.W. Griffith e termina com Abbas Kiarostami".

A definição, atribuída a Jean-Luc Godard, foi muito lembrada quando da morte do cineasta iraniano , em 2016. Mas para além de ter contribuído decisiva e diretamente, mesmo sob condições políticas as mais adversas, para o desenvolvimento de uma das filmografias mais aclamadas da segunda metade do século 21, da qual se tornou o maior expoente, qual a importância de Kiarostami para o cinema contemporâneo?


Embora a arte cinematográfica não tenha se encerrado com o falecimento de Kiarostami, ao contrário do que uma interpretação literal da frase de Godard poderia sugerir, não é difícil compreender suas palavras. Se ainda em sua fase embrionária o cinema provou sua capacidade de não apenas reproduzir a realidade mas também de superá-la, décadas mais tarde começariam a chamar a atenção do planeta obras que complexificavam as fronteiras entre realidade e ficção, apresentadas por um grupo de realizadores no longínquo e conflagrado Irã.

À frente desse movimento, que ficaria conhecido como Novo Cinema Iraniano, estava Kiarostami. Formado em Belas Artes pela Universidade de Teerã, foi ele que inaugurou o que se tornariam as marcas dessa profícua geração: o protagonismo de personagens infantis, a estética naturalista, a autorreferência, a mistura entre documental e ficcional. Por conta disso, tornou-se referência para outros nomes fundamentais, como Mohsen Makhmalbaf e Jafar Panahi.

Da obra-prima Close-Up, passando pelo consagrado O Gosto da Cereja e chegando a produções mais recentes, como Cópia Fiel, Kiarostami provocou como ninguém os limites do cinema - e da arte como um todo - de referenciar o mundo.


Objetivos

O Curso online ABBAS KIAROSTAMI - O FIM DO CINEMA?, ministrado pelo jornalista Pedro Garcia, apresentará um panorama da obra do mais expoente cineasta iraniano e um dos grandes realizadores de toda a história do cinema. Os títulos mais representativos de sua extensa filmografia serão analisados à luz dos elementos que compuseram a assinatura, sobretudo o questionamento à imagem cinematográfica e aos limites da ficção.


Conteúdos


Aula 1

Panorama do Novo Cinema Iraniano.

O período pré-Revolução: o Kanun, O Pão e o Beco, O Viajante e A Experiência.

Os limites da ficção na Trilogia de Koker e Close-Up.

 


Aula 2

O movimento em O Vento nos Levará e O Gosto da Cereja.

O ativismo político em Dez e ABC África.

O questionamento à autenticidade em Cópia Fiel e Um Alguém Apaixonado.

O experimentalismo em Five, Shirin e 24 Frames.


Ministrante: Pedro Garcia

Jornalista e Mestre em Letras. Em sua dissertação, analisou questões relacionadas a metanarrativa, pós-modernidade e política em filmes do diretor iraniano Jafar Panahi. Também já publicou artigos e ministrou curso sobre essa temática pela Cine UM.


Curso online
ABBAS KIAROSTAMI:
O FIM DO CINEMA?
de Pedro Garcia


Datas
27 e 28 / Novembro
(sábado e domingo)

Horário
14h às 16h30

Duração
2 encontros online
(carga horária: 5 horas / aula)

Material
Certificado de participação


Investimento
R$ 70,00 (parcelado em até 12x)

..PROMOÇÃO..
Valor Especial para as primeiras 10 inscrições:
R$ 60,00



Informações
cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 99320-2714






Realização