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terça-feira, 25 de julho de 2023

Roger Corman

 




Apresentação

Roger Corman é creditado em algumas centenas de filmes (e não-creditado em centenas de outros com os quais esteve envolvido), principalmente como produtor e diretor, mas também como roteirista e até como ator. É um dos cineastas mais prolíficos e bem-sucedidos de toda a história do cinema, com uma carreira que atravessa sete décadas. Ao longo dessa carreira, trabalhou com muitos profissionais que também viriam a se tornar figuras importantes para a indústria cinematográfica. Jack Nicholson, Charles Bronson, Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, Peter Bogdanovich e Joe Dante são apenas alguns dos nomes que Corman apadrinhou quando estavam começando no cinema.


O curso vai oferecer um panorama da carreira dessa figura imprescindível da história do cinema, do início da década de 1950 até os dias de hoje, mais de 500 filmes depois. Vai comentar também as mudanças pelas quais passou a indústria do entretenimento ao longo desse período, como o fim da era dos grandes estúdios, o surgimento da televisão, a TV paga e os formatos de vídeo.


Objetivos

O curso Roger Corman: O Homem dos 500 Filmes, ministrado por Marcelo Severo, objetiva apresentar a obra do diretor / produtor cronologicamente, através dos filmes mais importantes dessa vasta filmografia. Analisará também a influência do cineasta na indústria e o seu legado para Hollywood, principalmente no que diz respeito aos profissionais que apresentou ao longo das últimas sete décadas.


Conteúdo programático

Aula 1

Anos 1950
Roger Corman antes do cinema
Primeiros contatos profissionais com a indústria
Começo da carreira
American International Pictures
Principais produções do período


Anos 1960
Ciclo Edgar Allan Poe
O Intruso
Contracultura
Nova Hollywood
Principais produções do período


Aula 2

Anos 1970
New World Pictures
Filipinas
Blockbusters
Distribuição
Principais produções do período


Anos 1980 até hoje
Concorde/New Horizons
Última Direção
Período mais prolífico, menos criativo
Filmes mais recentes
Principais produções do período




Ministrante: Marcelo Severo
Formado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pesquisador de cinema; escreve sobre filmes, quadrinhos e rock’n’roll desde os anos 1990. Ministra cursos e oficinas no "Fantaspoa", sempre relacionados à ficção científica, ao horror e ao cinema fantástico em geral.




Curso
ROGER CORMAN: O HOMEM DOS 500 FILMES
de Marcelo Severo


Datas
09 e 10 de Setembro (sábado e domingo)
2 aulas

Horário
14h30 às 17h30

Duração
2 encontros presenciais (6 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)



Investimento

LOTE 1
R$ 40,00 (até 13/agosto)

LOTE 2
R$ 45,00 (até 31/agosto)

LOTE 3
R$ 50,00



* Formulário de Inscrição abaixo
.

Material
- Apostila
- Certificado de participação


Informações

cineum@cineum.com.br  /  Fone: (51) 99270-1352



  Formulário de inscrição 








Realização



Apoio
Cinemateca Capitólio




quinta-feira, 31 de março de 2022

Mario Bava



Ao longo de quatro décadas, do início dos anos 1940 ao final dos 70, o diretor de fotografia, técnico de efeitos especiais e cineasta Mario Bava (1914-1980) escreveu, com uma imaginação visual única, o seu nome na história do cinema de horror, e também no cinema popular italiano, do qual foi o mestre maior, desbravando o caminho para uma geração de diretores cultuados, como Dario Argento e Lucio Fulci. Nos últimos anos, graças ao trabalho dedicado de pesquisadores como o norte-americano Tim Lucas, seu principal biógrafo, e a ótimas restaurações que possibilitaram o lançamento de praticamente todos os seus filmes em versões integrais no mercado de vídeo doméstico, a extensa obra de Bava, que inclui mais de 20 longas-metragens somente na função de diretor, começou a receber o reconhecimento que merece pelo mundo, com a publicação de inúmeros estudos críticos, organização de retrospectivas, etc.


Dimensionar a importância e o legado de Mario Bava é uma tarefa hercúlea devido à riqueza e à variedade de sua obra. Afinal, ele codirigiu o primeiro filme de horror do cinema italiano desde a era silenciosa (Os Vampiros), criou as maiores obras-primas do terror gótico italiano, codificou as convenções visuais e o sadismo voyeurístico do giallo, antecipou o slasher, além de ter deixado obras-primas e filmes marcantes em muitos gêneros, como o poliziottesco, a ficção científica e o peplum.

Vista em conjunto, a filmografia de Bava nos revela um cineasta extremamente autoral não apenas em seu estilo visual como também no nível temático, apesar de todas as dificuldades de produção que o diretor quase sempre tinha de enfrentar. Dentre elas a falta de orçamento e de tempo para filmar, roteiros mal escritos, atores ruins, convocações de última hora para salvar projetos, entre outras situações.


Seu frutífero legado pode ser visto não apenas em inúmeros elogios e citações, mas também nos filmes de famosos cineastas que estão entre seus confessos admiradores: Tim Burton, Joe Dante, Martin Scorsese, Federico Fellini e David Lynch. Sendo assim, hoje, mais do que nunca, é fundamental que todos os interessados e estudiosos da história e crítica não apenas do cinema de gênero como também do cinema de autor, vejam, revejam e compreendam os filmes de Mario Bava, o "Hitchcock da Cinecittà" e um dos monstros incontornáveis da criação cinematográfica.

Objetivos

O Curso online Mario Bava: Maestro do Macabro, ministrado por Fernando Brito, vai apresentar um panorama da vida e da obra do realizador dentro do contexto histórico do cinema popular italiano, e também buscar compreender o estilo visual do diretor, a partir da análise de cenas de seus principais filmes e, por fim, discutir sua enorme influência em outros cineastas.


Conteúdos

Aula 1

Por que “maestro do macabro”?

Os primeiros anos como diretor de fotografia, técnico de efeitos especiais e operador de câmera.

O trabalho com grandes cineastas como Roberto Rossellini, Raoul Walsh, Steno, Mario Monicelli, G. W. Pabst, Mario Camerini e Jacques Tourneur.

Um dos melhores filmes de estreia de todos os tempos: A Maldição do Demônio.

Multigêneros: o gótico, os pepla, a incursão pelo pop e o sci-fi “B”.



Aula 2

Novas explorações estéticas.

A subversão do giallo e a antecipação do slasher.

A violência em um policial visceralmente moderno: Cães Raivosos.

Os últimos anos: Shock, A Vênus de Ille e a colaboração com Argento.

Os discípulos e filhos do maestro do macabro.


Ministrante: Fernando Brito

Doutor em Literatura Inglesa pela Universidade de São Paulo, com especialização em romance gótico. Pesquisador e crítico de cinema, tendo colaborado ao longo de sua carreira com diversas publicações, como a "Sci-Fi News Cinema" e o "Jornal do Vídeo". Desde 2001 trabalha como curador na Versátil Home Video, onde idealizou e supervisionou o lançamento de muitos clássicos do cinema. Já ministrou para a Cine UM os cursos “Repensando o Filme Noir” (2021) e “Giallo: Suspense à Italiana” (2021).


Curso online

MARIO BAVA: MAESTRO DO MACABRO
de Fernando Brito

Datas
30 / Abril e 1º / Maio
(sábado e domingo)

Horário
14h às 16h30

Duração
2 encontros online
(carga horária: 5 horas / aula)

Material
Apostila
Certificado de participação


Investimento
* Lote 1: R$ 50,00 (até 10/abril)
* Lote 2: R$ 60,00 (até 24/abril)
* Lote 3: R$ 70,00 (até 30/abril)



Informações
cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 99320-2714







Realização











quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Found Footage

 






O Found Footage de horror constitui uma tendência estilística (ou subgênero) do horror audiovisual, na qual os filmes combinam forma documental (total ou parcialmente composta por filmagens com aparência e sonoridade acidentais, domésticas ou improvisadas de eventos extraordinários, só que feitas por personagens da ficção) e conteúdo ficcional. Em outras palavras: são filmes organizados a partir de falsos registros caseiros de natureza violenta e/ou sobrenatural. A estilística documental utilizada nesses filmes valoriza certa imperfeição formal, de modo a gerar no espectador a ilusão (muitas vezes consentida) de que cada um deles constitui um documento histórico – um registro não encenado de um pedaço de realidade.


Nas últimas duas décadas, graças a uma série de razões que incluem o baixíssimo custo de produção, a massiva proliferação de dispositivos de registro de imagem e som (camcorders, smartphones, tablets) a preços acessíveis, e a toda uma cultura audiovisual contemporânea que combina o consumo regular e diário de vídeos amadores e a exposição da intimidade familiar, através de plataformas multimídia como YouTube e Facebook, os filmes de found footage caíram nas graças do público. Pelo baixo custo de produção, representam também uma chance real para produtores e cineastas iniciantes de todo o planeta iniciarem suas carreiras. Desde o começo deste século, eles têm sido lançados às centenas.

Seja com milhões de dólares financiados por grandes estúdios de Hollywood ou com a câmera de um telefone celular emprestado por um amigo, falsos documentários de horror vêm sendo feitos nos lugares mais remotos, como Costa Rica, Egito, Ucrânia, Uruguai, Índia, China, Japão, Brasil e Estados Unidos. Alguns títulos, feitos com apoio de grandes estúdios de Hollywood ou produtoras ricas, ganham lançamentos com extravagantes estratégias de marketing, e são exibidos no circuito comercial de multiplexes; outros filmes – a grande maioria deles, na verdade – têm sido disponibilizados timidamente através da Internet, em serviços de streaming como Netflix, Amazon Prime Video, Hulu, ou diretamente no Vimeo ou no YouTube.


O que mais impressiona, porém, é o tamanho e a amplitude do fenômeno. A contagem de longas-metragens de found footage de horror feita na pesquisa que deu origem a este curso já ultrapassou o milhar de exemplares, feitos de 1999 – ano de lançamento do pioneiro A Bruxa de Blair – a 2021. Várias minisséries de TV, streaming e webseries, e múltiplos games eletrônicos, também recorreram a essa estratégia narrativa. E muitos seriados famosos (Os Simpsons, The Office, Modern Family) flertam com a estética da imperfeição dos found footage desde o ano crucial de 2007, quando o formato decolou de vez, após o enorme sucesso de público de filmes como Atividade Paranormal, Cloverfield e Diário dos Mortos.


Objetivos

O Curso online FOUND FOOTAGE: O HORROR E A ESTÉTICA DA IMPERFEIÇÃO, de Rodrigo Carreiro, objetiva apresentar uma arqueologia completa do fenômeno dos filmes de falso found footage, indo desde os romances epistolares escritos na Idade Média até as narrativas audiovisuais que se passam inteiramente em telas de computadores pertencentes a personagens ficcionais. Além de contar a história expandida do found footage de horror, o curso vai discutir os motivos pelo quais os falsos found footage possuem vinculação tão estreita com as narrativas de horror (são raros em outros gêneros fílmicos), bem como as razões culturais, tecnológicas e afetivas pelas quais os espectadores se sentem tão à vontade diante desse tipo de filme. Para isso, exploraremos a estilística do gênero, discutindo em detalhes dois dos mais importantes filmes do filão (A Bruxa de Blair e o espanhol [Rec], de 2007), apresentando as ferramentas de estilo visual, narrativo e sonoro mais recorrentes do gênero, e a vinculação destas ferramentas ao conceito que chamamos de estética da imperfeição.


Conteúdos

 

Aula 1

A história expandida do found footage de horror.

Os romances epistolares na Idade Média e o horror gótico no século XIX.

A transmissão radiofônica da Guerra dos Mundos e os Highway Safety Films.

A febre dos snuff movies e as narrativas audiovisuais em primeira pessoa.

Filmes pioneiros dos anos 1980 e 1990.

A explosão comercial do fenômeno na década de 2010.

Novas tecnologias.

Computer desktop films como um filão atualizado do falso found footage.

Filme em profundidade: A Bruxa de Blair (Eduardo Sanchéz e Daniel Myrick, EUA, 1999).


Aula 2

Recursos estilísticos do falso found footage de horror.

A poética da câmera diegética.

A incorporação de erros técnicos como ferramenta de simulação de verossimilhança.

A encenação em profundidade e os planos-sequência.

Found footage, emoção e o rosto do ator.

A ausência de música e a mixagem concentrada em apenas um canal como estratégias de realismo emocional.

A respiração dos personagens e o afeto do espectador.

Filme em profundidade: [Rec] (Jaume Balagueró e Paco Plaza, Espanha, 2007).



Ministrante: Rodrigo Carreiro

Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e do Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Pernambuco. Mestre e Doutor em Comunicação (Cinema). Autor dos livros Era uma vez no spaghetti western: o estilo de Sergio Leone (Editora Estronho, 2014), A pós-produção de som no audiovisual brasileiro (Marca de Fantasia, 2019), O som do filme: uma introdução (EdUFPR / EdUFPE, 2018), A linguagem do cinema: uma introdução (Editora da UFPE, 2021) e O found footage de horror (Editora Estronho, 2021). A pesquisa que deu origem a este último livro, conduzida entre 2011 e 2021, fornece a base conceitual do curso. Já ministrou o curso Era Uma Vez no Spaghetti Western para a Cine UM.



Curso online
FOUND FOOTAGE:
O HORROR E A ESTÉTICA DA IMPERFEIÇÃO
de Rodrigo Carreiro


Datas
06 e 07 / Novembro
(sábado e domingo)

Horário
14h às 16h30

Duração
2 encontros online
(carga horária: 5 horas / aula)

Material
Certificado de participação


Investimento
R$ 90,00 (parcelado em até 12x)

..PROMOÇÃO..
Valor Especial para as primeiras 10 inscrições com 20% de desconto:
R$ 70,00
*** Valor promocional esgotado ***



Informações
cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 99320-2714






Realização