terça-feira, 11 de abril de 2023

Cinema Fantástico RS





Apresentação

Na história do cinema produzido no Rio Grande do Sul, foram feitos aproximadamente mais de 750 filmes de longa-metragem. O material inclui todo tipo de conteúdo, passando por ficções, documentários, cinejornais – nos mais variados formatos de captação (35mm, 16mm, super-8, VHS, digital, etc). Ao longo dessa jornada de mais de 100 anos, há passagens muito conhecidas, como o ciclo da bombacha e do chimarrão liderado por Vítor Mateus Teixeira (Teixeirinha). Ou a chegada da geração dos anos 1980, que revolucionou o setor graças às câmeras Super-8. A partir dos anos 2000, cada vez mais novos nomes surgem, formados por cursos universitários reconhecidos.


"Nocturnu" (1998)

Mas até pouco tempo atrás, muito pouco havia se falado sobre a existência de um eventual Cinema de Gênero no estado. Filmes que dialogassem com elementos de horror, ficção científica e fantasia, por exemplo, eram contados nos dedos – sem que existisse um levantamento completo de sua produção, ou uma preocupação em destacar os cineastas responsáveis pelas obras. Desde 2005, graças ao surgimento de bem-sucedidos festivais e mostras temáticas na cidade de Porto Alegre (Fantaspoa, A Vingança dos Filmes B), ficou cada vez mais evidenciado o interesse pelo assunto. A curiosidade pelo tema atraiu pesquisadores como Rodrigo Figueiredo Nunes, responsável pela dissertação de mestrado “O Cinema Fantástico no Rio Grande do Sul (1960-2020)”, disponível na Biblioteca Virtual da PUCRS.

 

Fruto de três anos de esforços, o trabalho apresentou dados surpreendentes, como a existência de mais de 100 títulos que podem ser enquadrados como filmes fantásticos. Há espaço para tudo: dramatizações de crimes reais que chocaram os gaúchos; a presença de monstros clássicos (vampiros, lobisomens) na capital e no interior, a participação especial de cineastas consagrados como David Lynch, títulos estranhos que remetem a doenças e perturbações mentais (Quiropterofobia, Escotofobia, Paraphilia, Disforia), mitos e lendas que falam de ressurreições milagrosas e cobras de fogo. Momentos praticamente desconhecidos do cinema gaúcho, realizados através das condições possíveis e através de muito sangue, suor e lágrimas.

"Noite de Terror" (1960)

Objetivos

O Curso Cinema Fantástico no Rio Grande do Sul, ministrado por Rodrigo Figueiredo Nunes, irá apresentar os resultados do seu trabalho de pesquisa. A atividade responderá a alguns questionamentos que nortearam os estudos, tais como quantos filmes fantásticos teriam sido feitos no estado? Quem são os profissionais envolvidos? Sobre o que são essas histórias? As aulas trazem conteúdos expositivos, contextos históricos e conceitos temáticos encontrados na produção gaúcha do audiovisual de gênero, bem como apresentação de trechos selecionados de filmes representativos e/ou raros.


"Ela Só" (2010)

Conteúdos

Aula 1 (21/maio)

 - O contexto de produção audiovisual no Rio Grande do Sul

- O gênero fantástico: características e definições

- O nascimento da pesquisa e os critérios de inclusão e exclusão de filmes

- A divisão das dez categorias temáticas

- O horror humano

- Os monstros

- O desconhecido

- A fantasia

 

Aula 2 (28/maio)

- O terror psicológico

- As relações com os mortos

- A ficção científica

- Os mundos alternativos

- Os duplos malignos

- Os mitos e lendas do Rio Grande do Sul

- As antologias e o futuro


"O Gritador" (2006)

Ministrante: Rodrigo Figueiredo Nunes

Jornalista (PUCRS) e radialista (FEPLAM), com especialização em Cinema (Estácio) e mestrado em Comunicação Social (PUCRS). Trabalhou em veículos como Rádio Bandeirantes e Agência Radioweb, além da produção de podcasts. Atua como pesquisador junto a órgãos como IECINE (Instituto Estadual do Cinema do Rio Grande do Sul) e Cinemateca Paulo Amorim na implantação e manutenção do Portal do Cinema Gaúcho, um grande banco de dados sobre as produções audiovisuais feitas no estado (longas, curtas, médias, séries, etc.), dos primórdios aos dias de hoje.


"Sangue na Lua" (2008)


Curso
CINEMA FANTÁSTICO NO RIO GRANDE DO SUL
de Rodrigo Figueiredo Nunes

Datas
21 e 28 de Maio (domingos)
2 aulas

Horário
14h às 17h

Duração
2 encontros presenciais (6 horas / aula)

Local
Cinemateca Capitólio
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)


Investimento

LOTE 1
R$ 35,00 (até 30/abril)

LOTE 2
R$ 40,00 (até 14/maio)

LOTE 3
R$ 45,00 (até 21/maio)

LOTE ESPECIAL - AULA 2
R$ 25,00 (a partir do dia 21/maio)
.
Formas de pagamento
Boleto / Depósito ou transferência bancária / Pix

Material
Apostila
Certificado de participação

Informações
cineum@cineum.com.br  /  Fone: (51) 99270-1352







Realização



Apoio
Cinemateca Capitólio














quinta-feira, 2 de março de 2023

Oficina de Roteiro de Cinema - Turma 20

 



** Início: 22 / Abril / 2023 **



Apresentação

Oficina de Roteiro de Cinema (Turma 20) é uma atividade focada na criação e na redação do roteiro audiovisual para filmes e séries, desde a ideia inicial, passando por suas diversas etapas, sinopse, tratamento, revisão, até a sua conclusão e apresentação às produtoras audiovisuais. Na Oficina serão estudados e exercitados os aspectos teóricos e as ferramentas práticas de um roteirista com foco nas exigências das produtoras. O desafio é: como escrever um roteiro para o mercado audiovisual contemporâneo?


O objetivo da Oficina de Roteiro de Cinema é oferecer aos participantes as ferramentas da profissão que deverão ser aliadas à criatividade para o desenvolvimento da escrita. A proposta é que os participantes desenvolvam individualmente, até o final da Oficina, sinopses, tratamentos, escaletas e até mesmo as páginas iniciais de um roteiro, seguindo as melhores práticas exigidas pelas produtoras do mercado audiovisual nacional e internacional.


A Oficina

A Oficina de Roteiro de Cinema (Turma 20),ministrada pelo roteirista e produtor Flavio de Castro Barboza, desenvolverá aulas teóricas e práticas de desenvolvimento de roteiro para longas-metragens e séries. Serão 7 aulas presenciais semanais ao longo das quais cada aluno terá a oportunidade de desenvolver sinopses, tratamentos, escaletas e até mesmo as páginas iniciais de um roteiro, com supervisão individual do professor durante o curso e focado nas exigências do mercado audiovisual contemporâneo nacional e internacional! As aulas serão ministradas no Espaço Força e Luz (Porto Alegre), aos sábados pela manhã.


Público Alvo
A Oficina é aberta a todos os interessados, cinéfilos e iniciantes na arte do roteiro. Não é necessário nenhum pré-requisito de formação e/ou atuação profissional para participar desta atividade.


Conteúdo das aulas

Introdução ao Roteiro / Drama e Conflito / Tema x Enredo / Personagens / Regras do Mundo e Gêneros / Estrutura (Atos e sequências) / Diálogos / Cenas / Roteiro de longa metragem e sua estrutura / Roteiro de série e sua estrutura (Bíblia) / Logline / Sinopse / Argumento / Escaleta (beat sheet) / Formatação de Roteiro / Revisão de Roteiro / Análise comparativa roteiro x filme, roteiro x episódio piloto de série / Adaptação de obras literárias / Pitching, one page, pitch deck / Coverage (análise profissional de roteiro) / Profissão roteirista e mercado contemporâneo (contratos, festivais, direitos autorais, registro da obra) / Produção audiovisual nacional e internacional (o roteiro na filmagem e sua relação com equipe e elenco)



Metodologia
Aulas expositivas e práticas com análise de roteiros estrangeiros e nacionais, análise comparativa entre o filme e roteiro, entre o roteiro de série e episódio piloto, análise comparativa entre obra literária e roteiro adaptado, estudo das principais teorias sobre roteiro. Os alunos farão exercícios práticos de logline, elaboração de sinopse, criação de personagens, formatação de cenas, pitching, com um acompanhamento individual nas etapas iniciais do desenvolvimento do roteiro durante o curso. Indicações bibliográficas.




Cronograma das aulas

(Sábados – das 10h às 12h30)
Encontro 1: 22 / Abril
Encontro 2: 29 / Abril
Encontro 3: 06 / Maio
Encontro 4: 13 / Maio
Encontro 5: 20 / Maio
Encontro 6: 27 / Maio
Folga: 03 / Junho
Encontro 7: 10 / Junho



 Ministrante: Flávio de Castro Barboza
Roteirista formado na New York Film Academy. Produtor da "Troma Entertainment" de Nova Iorque e Produtor, roteirista e script consulting na "Accorde Filmes", com experiência cinematográfica em filmes nacionais e internacionais e séries de televisão.




Oficina de Roteiro de Cinema
Turma 20
de Flávio de Castro Barboza

Início
22 de Abril de 2023 (sábado)

Horário
10h às 12h30

Duração
7 encontros semanais presenciais (17,5 horas / aula)

Local
Espaço Força e Luz
(Rua dos Andradas, 1223 / 6º andar - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)

Investimento
- Inscrição promocional (primeiras 5 inscrições): R$ 450,00*
- Inscrição normal: R$ 480,00*
* Parcelado em até 12x

Formas de pagamento
Cartão de crédito / Boleto

Material
Apostila (impressa) + Caneta personalizada
Certificado de participação

Informações
cineum@cineum.com.br  /  Fone (Whatsapp): (51) 99270-1352

Inscrições

Contato: cineum@cineum.com.br








Apoio
Espaço Força e Luz



Realização







quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

domingo, 13 de novembro de 2022

Apocalipse Zumbi

 

Apresentação

Os Zumbis rastejam, se arrastam (e às vezes correm!) pelas telas de cinema há exatos 90 anos: tudo começou com o clássico Zumbi, A Legião dos Mortos (White Zombie, 1932), de Victor Halperin), estrelado por Bela Lugosi no papel de um mestre vodu que comanda uma horda de zumbis escravizados. Os mortos-vivos foram se transformando com o passar dos anos, mas quase sempre representados como cadáveres que voltam à vida sob comando telepático ou hipnótico de um “mestre” do mal.


O tema teria uma radical guinada em 1968, quando George A. Romero realizou A Noite dos Mortos-Vivos (Night of the Living Dead), dando início a uma visão completamente nova – urbana, atual e crítica – do papel do “morto-vivo” no cinema e na sociedade. A partir daí o cinema passou a investir em narrativas sobre mortos que saem dos túmulos para perseguir e atacar os vivos, com muito sangue e tripas.

O próprio Romero deu prosseguimento à sua saga com vários outros exemplares e os italianos se apropriaram do tema para criar seus próprios zumbis. O auge dos mortos-vivos nas telas foi na década de oitenta, impulsionado pelo videoclipe musical Thriller (1983), de Michael Jackson, uma obra-prima desse formato com direção de John Landis e efeitos de maquiagem de Rick Baker. A comédia de terror A Volta dos Mortos-Vivos (Return of the Living Dead, 1985), de Dan O’Bannon, acrescentou mais uma camada aos zumbis, tornando-os tão engraçados quanto assustadores e repugnantes.


Diversos outros cineastas vinculados ao horror deram sua própria visão dos zumbis – incluindo Peter Jackson, Michele Soavi e Zack Snyder – e o subgênero teve uma sobrevida com o estrondoso sucesso da série de televisão The Walking Dead. No Brasil, o capixaba Rodrigo Aragão se tornou um fenômeno do cinema independente com os longas Mangue Negro (2008) e Mar Negro (2013).


Objetivos

O Curso online Apocalipse Zumbi – 90 Anos de Mortos-Vivos no Cinema, ministrado por Carlos Primati, apresentará um panorama completo da trajetória dos mortos-vivos, infectados e cadáveres ressuscitados presentes nas mais diversas filmografias em todo o mundo. Uma retrospectiva de nove décadas de produção no gênero, incluindo os principais títulos para os participantes conhecerem o que de melhor – e pior também – foi feito no cinema dos mortos-vivos.


* Brinde *

Os participantes recebem um Pôster Exclusivo, um Guia com a lista selecionada de 200 filmes referenciais do gênero.




Ministrante: CARLOS PRIMATI

Crítico membro da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), curador e pesquisador especializado em cinema fantástico. Colabora com diversas publicações sobre cinema escrevendo sobre horror e ficção científica, para editoras como Clepsidra, Wish, Ex-Machina, DarkSide Books e Diário Macabro, além de ensaios para encartes de lançamentos em home video para distribuidoras como Versátil, Obras-Primas do Cinema e DarkFlix. Ministra oficinas, cursos e palestras sobre cinema fantástico em vários festivais e eventos sobre o gênero. Já ministrou para a Cine UM os cursos História do Cinema de Horror; Zé do Caixão: 50 Anos de Terror; Expressionismo Alemão: Uma Sinfonia de Luzes e Sombras; Ficção Científica dos Anos 50, Horror no Cinema Brasileiro e Horror Britânico: Uma Orgia de Sangue e Pavor e Alfred Hitchcock: A Arte de um Mestre.


Curso online
APOCALIPSE ZUMBI:
90 ANOS DE MORTOS-VIVOS NO CINEMA
de Carlos Primati

Datas
03 e 04 / Dezembro
(sábado e domingo)

Horário
14h às 16h30

Duração
2 encontros online
(carga horária: 5 horas / aula)

Material
Certificado de participação


Investimento
* Lote 1: R$ 40,00 (até 20/novembro)
* Lote 2: R$ 50,00 (até 27/novembro)
* Lote 3: R$ 60,00 (até 03/dezembro)

Inscrição Especial
* Aula 2: R$ 30,00


Informações
cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 99270.1352








Realização








sábado, 22 de outubro de 2022

Ouvindo Cinema

 


Apresentação

O Cinema nasceu mudo, mas nunca foi silencioso. Desde o final do século XIX, quando os filmes começaram a ser exibidos em sessões públicas e coletivas, a experiência da apreciação fílmica era frequentemente acompanhada de orquestras ou pianistas solo em apresentações ao vivo na sala de exibição. Desde aqueles tempos pioneiros houve o entendimento que a música é um excelente recurso técnico para captar a emoção do espectador e transportá-lo para dentro da narrativa.

A Música, reconhecida como a 4ª Arte, é uma manifestação artística com forte poder de estimular sensações e despertar emoções naqueles que a ouvem. A união da Música com o Cinema se consolidou nos últimos 125 anos como uma ferramenta essencial para a construção da técnica narrativa. Evoluindo ao longo dos anos, a Trilha Sonora de Cinema engloba, no geral, todos os aspectos sonoros que existem em um filme, incluindo no conceito amplo, os diálogos, os sons ambientes, as canções e as músicas incidentais. Este é um trabalho compartilhado entre um compositor e um sonoplasta.



A Trilha Sonora torna a narrativa mais densa e rica, harmonizando-se com as outras técnicas cinematográficas e gerando uma experiência emocional original. Compor uma trilha sonora exige que os responsáveis por ela meditem com cuidado sobre seu desenvolvimento e utilizem ferramentas e recursos teóricos compatíveis com o trabalho que está sendo empreendido. Uma produção bem realizada – ao equilibrar cuidadosamente o som, a imagem e as falas dos personagens - permite que a música imprima o caráter de um filme, a sua face específica, seja qual for o estilo musical empregado nesta obra.




 Objetivos

O Curso online OUVINDO CINEMA, ministrado por Beto Strada, fará uma grande imersão no incrível mundo do Som no cinema, que, sem dúvida, é o um grande fator na construção do espetáculo fílmico. A proposta é estimular a percepção auditiva dos participantes aos sons dos filmes e série, analisando a grande importância que há nos ruídos ambientes, nas dublagens, e finalmente na maravilhosa música de pontuação, ou a música de cinema.





Conteúdos das Aulas

 - Origens dos sons e sinais sonoros presentes nos filmes e séries de TV.

- O uso criativo do “Foley”, a arte de dublar os ruídos de uma cena.

- Exercício de imaginação auditiva: uma história contada somente por ruídos.

- O pioneiro na arte de pontuar ou descrever imagens com música:

Ludwig Van Beethoven.

- Grandes compositores:

John Williams, Henry Mancini, Nino Rota, Ennio Morricone.

- Análise de composições de filmes de sucesso:

Tubarão; Indiana Jones; E. T. - O Extra Terrestre; Harry Potter; Star Wars, entre outros.



Ministrante: Beto Strada

Compositor, arranjador, maestro, com uma vasta história no cinema nacional. Divulgador da arte da composição para filmes e professor de cinema. Já percorreu todo o Brasil com seus Cursos, Oficinas e Workshops, levando conhecimentos importantes sobre o som dentro do audiovisual. No Cinema musicou mais de 30 longas-metragens para diversos diretores, como Anselmo Duarte, Nelson Pereira dos Santos, Jece Valadão, Adriano Stuart, entre outros. Ganhador do APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como melhor compositor de trilha sonora de 1976 para o filme Excitação, dirigido por Jean Garrett.



Curso online
OUVINDO CINEMA
de Beto Strada


Datas
12 e 13 / Novembro
(sábado e domingo)

Horário
14h às 17h

Duração
2 encontros online
(carga horária: 6 horas / aula)

Material
Certificado de participação


Investimento
R$ 60,00

  PROMOÇÃO
R$ 50,00
(Válido para as primeiras 10 inscrições)



Informações







Realização